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França aprova lei que proíbe uso de smartphones e tablets em escolas

Crianças e adolescentes de até 15 anos não poderão mais levar seus dispositivos pessoais para a escola; novidade começa a valer em setembro, com o fim das férias de verão no país

1 ago 2018
19h50
atualizado às 19h54
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A proibição do uso de smartphones por crianças e adolescentes na sala de aula é algo comum em várias escolas no Brasil e no mundo. Esta semana, no entanto, a França deu um passo além: legisladores do país aprovaram uma lei que proíbe que estudantes de até 15 anos levem smartphones e tablets para a escola. A nova lei foi uma das promessas de campanha do atual presidente da França, Emmanuel Macron e fortalece outra legislação já vigente no país que proibia que alunos usassem seus smartphones durante a aula.

As autoridades alegam que a nova regra protege crianças e adolescentes do vício do uso constante da internet, além de manter a atenção dos alunos durante o período de aula. A legislação abre uma ressalva, no entanto, para o uso desses dipositivos em atividades educacionais, extracurriculares e para alunos com deficiência.

Em entrevista a rede de televisão francesa BFMTV, o ministro da Educação Jean-Michel Blanquer disse que a nova regra protege os estudantes e, por isso, entrará em vigor em todas as escolas do país já no retorno do recesso de verão, em setembro deste ano.

"Sabemos hoje que há um fenômeno de dependência de tela e do do mau uso do telefone celular. A lei tem um papel fundamental na educação desses estudantes", diz.

Medidas. Esta não é a primeira lei francesa criada para combater o uso excessivo de tecnologia digital para os franceses. No ano passado, o governo aprovou uma lei exigindo que as empresas elaborassem regras para limitar o uso de ferramentas de tecnologia para o trabalho, como envio de e-mails fora do escritório. Apelidado de "direito de desconectar", a lei visa reduzir o estresse relacionado ao trabalho e evitar o desgaste dos funcionários.

"Os funcionários deixam o escritório fisicamente, mas não deixam o trabalho. Eles permanecem ligados por uma espécie de coleira eletrônica, como um cachorro", disse à BBC Benoît Hamon, membro socialista do Parlamento e ex-ministro da Educação da França.

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Estadão
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