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Facebook promete grandes esforços de segurança na eleição dos EUA; nota crítica é revelada

25 jul 2018 - 13h07
(atualizado às 15h28)
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O Facebook afirmou na terça-feira que está usando uma série de técnicas, incluindo inteligência artificial, para combater operadores russos e outros que usam táticas enganosas e informações falsas para manipular a opinião pública.

Uma mulher olha para a logomarca do Facebook em um iPad 
03/06/2018
REUTERS/Regis Duvignau
Uma mulher olha para a logomarca do Facebook em um iPad 03/06/2018 REUTERS/Regis Duvignau
Foto: Reuters

Executivos da empresa disseram a repórteres que esperam ter essas iniciativas na rede social antes das eleições de meio de mandato dos EUA em novembro, mas se recusaram a revelar se já descobriram tais operações.

O Facebook tem enfrentado duras críticas sobre como lida com propaganda política e desinformação desde a eleição de 2016, que segundo agências de inteligência norte-americanas foi influenciada pelo governo russo, inclusive pela mídia social.

A controvérsia não diminuiu apesar das iniciativas do Facebook, incluindo uma nova ferramenta que mostra toda a propaganda política que está sendo veiculada na rede e novos esforços de checagem de fatos para informar os usuários sobre falsidades óbvias.

Mas a companhia reiterou que não cancelará as postagens simplesmente porque são falsas. O presidente-executivo Mark Zuckerberg, na semana passada, criticou negações do Holocausto como um exemplo de declarações falsas que não seriam removidas se forem expressas com sinceridade.

Nathaniel Gleicher, diretor de política de segurança cibernética, e Tessa Lyons, gerente do "feed de notícias" do Facebook, vieram a público pouco antes da publicação de uma mensagem interna de um executivo que está de saída de segurança do Facebook, criticando fortemente muitas práticas da empresa.

A nota do vice-presidente de segurança do Facebook, Alex Stamos, redigida em março após ele dizer que ia deixar a empresa, pediu aos colegas que dessem feedback sobre os recursos "assustadores", coletassem menos dados e não dessem prioridade ao crescimento e à receita de curto prazo para restaurar a confiança. Ele também pediu que os líderes da empresa "escolham lados quando há questões morais ou humanitárias claras".

Stamos postou a nota em um site interno do Facebook, mas a Reuters confirmou sua autenticidade. A nota foi divulgada pela primeira vez pelo Buzzfeed News.

Stamos disse que a empresa precisa ser mais aberta na forma como gerencia o conteúdo de sua rede, que se tornou um importante meio de atividade política em muitos países ao redor do mundo. O briefing da mídia de terça-feira fez parte dos esforços da empresa nessa direção.

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