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EXCLUSIVO-Aquisição da Fitbit será investigada pela UE se Google não fizer concessões, dizem fontes

9 jul 2020
14h36
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O Google enfrentará uma grande investigação antitruste da União Europeia sobre sua oferta planejada de 2,1 bilhões de dólares para comprar a Fitbit, a menos que ofereça concessões para resolver problemas de concorrência, disseram pessoas familiarizadas com o assunto.

08/11/2018
REUTERS/Dado Ruvic
08/11/2018 REUTERS/Dado Ruvic
Foto: Reuters

O acordo permite que o Google, uma unidade da Alphabet, enfrente a Apple e a Samsung no mercado de rastreadores de fitness e relógios inteligentes, também competindo com a Huawei e a Xiaomi.

O Google poderia aliviar as preocupações de concorrência oferecendo uma promessa vinculativa aos agentes de antitruste da UE, seguindo em linha com sua promessa no ano passado de não usar os dados de saúde de usuários do Fitbit para anúncios do Google, disseram as pessoas.

A Comissão Europeia, que deve decidir sobre a transação até 20 de julho, se recusou a comentar.

O prazo para o Google oferecer concessões é 13 de julho.

O Google disse que o negócio, que atraiu fortes críticas de defensores da privacidade e grupos de consumidores, é sobre dispositivos e não dados de usuários.

"O mercado de dispositivos vestíveis é altamente competitivo e acreditamos que a combinação dos esforços de hardware entre Google e Fitbit aumentará a concorrência no setor, beneficiando os consumidores e tornando a próxima geração de dispositivos melhor e mais acessível", disse uma porta-voz.

"Durante todo esse processo, fomos claros sobre nosso compromisso de não usar os dados de saúde e bem-estar do Fitbit nos anúncios do Google e nossa responsabilidade de oferecer às pessoas a opção e o controle de seus dados", afirmou.

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