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Trump impede aquisição da Qualcomm pela Broadcom devido à "segurança nacional"

13 mar 2018
10h48
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Na noite desta segunda-feira (12), o presidente dos EUA Donald Trump bloqueou oficialmente as negociações da compra da Qualcomm pela Broadcom, que estava avaliada em cerda de US$ 140 bilhões. A justificativa utilizada por ele é que há "provas críveis" de que o acordo "ameaça prejudicar a segurança nacional dos Estados Unidos".

Donald Trump
Donald Trump
Foto: Canaltech

Se a negociação fosse concretizada, ela teria sido o maior acordo entre as fabricantes de chips no setor tecnológico já registrado. Além disso, a união de forças entre as duas companhias elevaria ambas para a terceira posição no mercado de microchips, ficando atrás apenas da Intel e da Samsung.

Apesar de o presidente dos EUA não ter sido específico quanto aos motivos que levaram à decisão, cogita-se que o governo norte-americano está cada vez mais preocupado em proteger as companhias do país devido ao crescimento acelerado da China nos setores de semicondutores e telefonia móvel, áreas em que o mercado norte-americano sempre teve muita influência.

De forma um pouco inusitada, o Comitê de Investimentos Estrangeiros nos Estados Unidos (CFIUS) também se mostrou de acordo com o posicionamento de Trump, deixando claro que impediria a aquisição da Qualcomm pela companhia com sede em Singapura.

"Dado o clima político atual nos EUA e outras regiões ao redor do mundo, todos estão assumindo uma visão mais conservadora sobre fusões e aquisições e protegendo seus próprios domínios", afirmou Mario Morales, vice-presidente da empresa de consultoria global IDC.

Posicionando-se em relação à decisão decretada por Trump, a Broadcom reiterou que está analisando a situação, mas que as suspeitas levantadas pelo presidente não possuem fundamento.

Canaltech Canaltech

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