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Analistas de bancos que coordenaram IPO da Lyft recomendam que clientes comprem ações da empresa

23 abr 2019 - 13h19
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A opinião de Wall Street sobre a Lyft teve uma reviravolta nesta terça-feira, após analistas de bancos que trabalharam na oferta inicial da companhia indicarem a clientes que comprem as ações, até agora com baixo desempenho.

Logotipo da Lyft  num veículo estacionado em Washington. 29/3/2019. REUTERS/Brendan McDermid
Logotipo da Lyft num veículo estacionado em Washington. 29/3/2019. REUTERS/Brendan McDermid
Foto: Reuters

Passado o prazo regulamentar de 25 dias do IPO para que coordenadores possam emitir uma opinião de investimento, pelo menos oito dos bancos que levaram a Lyft à bolsa no mês passado divulgaram recomendações otimistas para as ações que despencaram cerca de 30 por cento desde sua estreia no mercado.

Antes, apenas os bancos que não trabalharam na oferta tinham permissão para emitir recomendações para o papel, e a opinião média era decididamente mais cética. Apenas quatro deles recomendaram a Lyft como "comprar", ou o equivalente, enquanto seis classificaram as ações como "esperar" e um como "vender".

Apesar das regulamentações que separam as operações de banco de investimento e de pesquisa, é raro que os analistas dos bancos que participaram de um IPO tenham uma visão ruim sobre uma ação quando emitem suas opiniões iniciais.

As ações da Lyft tiveram alta até 3 por cento antes do pregão, depois passaram a exibir alta mais moderada.

Até o momento da abertura, pelo menos 11 corretoras cujos braços de investimento coordenaram o acordo, incluindo Jefferies, JP Morgan e Piper Jaffray, iniciaram a cobertura da Lyft com classificação "comprar" ou equivalente.

Nos preços de segunda-feira, a Lyft tinha valor de mercado de cerca de 17 bilhões de dólares. Tanto a Lyft quanto a Uber alertaram que talvez nunca se tornem rentáveis, dificultando para os investidores estimar quanto valem.

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