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Seguro de carro cobre enchente? Saiba quando a apólice garante o pagamento ou nega a indenização

Guia completo explica quando a apólice garante indenização e como evitar a perda do direito ao seguro em temporais

12 mar 2026 - 10h39
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Neste início de ano, os alertas da Defesa Civil sobre chuvas severas têm se tornado uma constante nos celulares dos cidadãos. Recentemente, avisos urgentes precederam tempestades intensas em São Paulo, resultando em quedas de árvores e diversos carros submersos. Diante desse cenário preocupante, muitos motoristas se perguntam se o prejuízo causado pelas águas será amparado pela seguradora. O fato de possuir um seguro contratado não garante automaticamente a cobertura para esses casos específicos. É fundamental verificar se o tipo de contrato possui proteção contra fenômenos da natureza.

Carro perdido em um enchente
Carro perdido em um enchente
Foto: Canva Fotos / Perfil Brasil

A apólice é o documento principal onde constam todas as regras e franquias do segurado. A boa notícia é que seguros com cobertura compreensiva, que são os planos mais amplos, normalmente incluem proteção contra ventos fortes, granizo, enchentes e até queda de objetos. Contudo, muitas empresas oferecem seguros personalizados para baratear o prêmio. Nessas situações, o plano pode cobrir apenas roubo ou danos a terceiros, deixando o motorista desamparado em desastres naturais. Por isso, avaliar os riscos da região onde se vive é um passo essencial na hora de montar a sua proteção.

Entenda por que a seguradora pode negar o pagamento em casos de risco

Um ponto crucial que todo motorista deve conhecer é a validade jurídica da negativa de indenização. Quando o cliente aciona o seguro, as empresas realizam uma investigação minuciosa para determinar as circunstâncias do incidente. Se ficar comprovado que o condutor se aventurou a enfrentar a inundação, em vez de buscar um local seguro, a empresa pode negar o ressarcimento. Segundo as normas do setor, o motorista não deve agravar o risco. As seguradoras utilizam câmeras de segurança e depoimentos de moradores para entender se o desastre atingiu o carro parado ou se houve imprudência.

Outra restrição comum envolve danos causados por água salgada. Prejuízos ocasionados pelo aumento do nível do mar ou ondas que atingem veículos na areia geralmente não possuem cobertura. Já para os casos urbanos, o custo da indenização depende da gravidade da avaria. Arthur Carvalho, Diretor de Sinistros e Operações da Youse, esclarece à revista Autoesporte como funciona a perda total em sua companhia. "O cliente recebe indenização integral do seguro se o prejuízo do carro ultrapassar 75% do valor definido pela Tabela Fipe", explica o executivo. Quando o dano é menor, o segurado paga a franquia e a seguradora arca com o restante do reparo.

Se o seu veículo parar no meio de um alagamento, a prioridade absoluta deve ser a sua segurança pessoal. Abandone o carro e busque um abrigo elevado, acionando o Corpo de Bombeiros pelo número 193 se necessário. Após o susto, o próximo passo é entrar em contato com os canais de atendimento da seguradora para abrir o sinistro. Normalmente, o serviço de guincho já está incluso para remover o automóvel do local. Após a entrega da documentação solicitada, o prazo legal para o recebimento do valor da indenização é de até 30 dias corridos, desde que todas as partes estejam em comum acordo.

Perfil Brasil
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