Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

"Se o meu pai não puder se candidatar, eu gostaria de sair candidato", diz Eduardo Bolsonaro sobre 2026

29 ago 2025 - 16h18
Compartilhar
Exibir comentários

O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) declarou nesta sexta-feira (29) que considera disputar a Presidência da República em 2026 caso seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), permaneça impedido de concorrer. A afirmação foi feita durante viagem aos Estados Unidos, onde também mencionou a possibilidade de realizar uma "campanha virtual".

O deputado federal Eduardo Bolsonaro
O deputado federal Eduardo Bolsonaro
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Perfil Brasil

Além da hipótese de candidatura, o parlamentar levantou a chance de deixar o Partido Liberal se o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), migrar para a legenda. O chefe do Executivo paulista é visto como nome competitivo na sucessão presidencial e potencial herdeiro do eleitorado de Bolsonaro, inelegível até 2030.

"Se o meu pai não puder se candidatar, eu gostaria de sair candidato. Se o Tarcísio [de Freitas, governador de São Paulo] vier para o PL, o que vai acontecer? Eu não terei espaço. Estou no meu terceiro mandato, sei como a banda toca. Eu teria que ir para outro partido", disse em entrevista ao portal Metrópoles.

Campanha fora do Brasil?

Nos Estados Unidos desde fevereiro, Eduardo Bolsonaro pediu licença de 120 dias em março e só voltou ao mandato oficialmente em 21 de julho, sem regressar ao país. Em suas declarações, reforçou a ideia de uma campanha inédita no cenário político nacional.

"Qualquer pessoa que esteja apta, com seus direitos políticos, consegue concorrer. Isso é o que basta para poder concorrer. Como é que seria feita a campanha são outros quinhentos. Talvez, a primeira campanha virtual da história do país, mas, eu acredito que até lá a gente tenha aprovado uma anistia", afirmou.

Na quinta-feira (28), ele encaminhou ofício à Câmara pedindo autorização para trabalhar remotamente dos EUA. O pedido agora depende de decisão do presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB).

"Acho que o ideal é a gente pressionar o Hugo Motta para que seja dada uma solução. A solução tecnológica já existe. Eu consigo perfeitamente exercer o meu mandato [à distância], consigo fazer participações nas comissões", declarou.

Sanções e investigações

No Supremo Tribunal Federal (STF), Eduardo Bolsonaro é investigado por suposto crime contra a soberania nacional, relacionado a articulações em favor de sanções contra o Brasil. O deputado afirma ter apresentado ao ex-presidente norte-americano Donald Trump uma proposta para sancionar individualmente o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Segundo ele, a medida acabou resultando em sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros, adotada pelos Estados Unidos em 6 de agosto. "Ele [Trump] optou por fazer as tarifas. Eu confio no presidente Trump, acho que ele tem muito mais experiência nesse ponto do que eu e ele entendeu que existia um aparato financeiro que dá suporte ao regime e preferiu começar as pressões a partir dali", disse.

Mais cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a cassação do mandato do parlamentar. "Ele [Eduardo Bolsonaro] não pode exercer o mandato dele. Eu já falei com o presidente Hugo Motta. Já falei com vários deputados de que é extremamente necessário cassar o Eduardo Bolsonaro porque ele vai passar para a história como o maior traidor da história desse país", declarou em entrevista.

Em 15 de agosto, Hugo Motta enviou ao Conselho de Ética quatro representações contra Eduardo Bolsonaro — três do PT e uma do PSOL. As ações pedem investigação por quebra de decoro e incluem a possibilidade de perda do mandato.

Perfil Brasil
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade