RSC-287: Rota libera totalmente nova ponte sobre o Arroio Grande em Santa Maria
Após quase dois anos da queda da estrutura antiga, tráfego nos dois sentidos é normalizado e pontes do Exército são desativadas
O fluxo de veículos na RSC-287, em Santa Maria, voltou à normalidade no final da tarde desta sexta-feira (20). Às 18h10min, a concessionária Rota de Santa Maria liberou totalmente o trânsito nos dois sentidos da nova ponte sobre o Arroio Grande. Com a entrega da obra, as pontes metálicas provisórias do Exército foram desativadas, encerrando um período de restrições que durava desde a histórica enchente de abril de 2024.
A nova estrutura, que recebeu um investimento estimado de R$ 60 milhões, começou a receber os primeiros veículos no sentido Porto Alegre-Santa Maria no início da tarde, sendo totalmente aberta para caminhões e carretas de qualquer porte poucas horas depois.
Engenharia contra enchentes
A nova ponte foi projetada para ser mais resiliente que a anterior, que possuía 44 metros de extensão e desabou no dia 30 de abril de 2024. Confira as principais mudanças:
Extensão: Passou de 44 para 69 metros.
Altura: A pista está dois metros mais alta que a antiga, reduzindo o risco de interrupção em futuras cheias.
Sinalização: O trecho de 800 metros recebeu asfalto novo, sinalização horizontal e guardrails.
Os motoristas devem manter a atenção redobrada, pois a nova travessia apresenta um leve desvio lateral (à direita no sentido capital-interior) em relação ao traçado original da rodovia.
Impasse na segunda etapa da obra
Embora a primeira ponte esteja operacional, o cronograma para a construção da segunda ponte no local — prevista para outubro de 2026 — enfrenta incertezas. Existe um impasse financeiro entre a concessionária e o governo do Rio Grande do Sul:
A Rota de Santa Maria: Alega que ainda não recebeu R$ 110 milhões provenientes do Funrigs (Fundo do Plano de Rio Grande) e estuda adiar o início da segunda fase.
O Governo do Estado: Nega atrasos nos repasses das verbas destinadas à reconstrução.
A retirada das estruturas móveis do Exército deve ocorrer nos próximos dias, liberando o canteiro de obras, mas o início imediato dos pilares da estrutura adjacente ainda depende da resolução deste conflito orçamentário.
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