Reviravolta: Joaquim Barbosa se filia ao DC para disputar a Presidência e cria racha no partido
A entrada do ex-ministro do STF na corrida eleitoral pelo Palácio do Planalto gera crise interna com Aldo Rebelo, que promete manter o nome na disputa até a convenção
A corrida para a Presidência da República em 2026 ganhou um novo e impactante capítulo com a filiação do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, ao partido Democracia Cristã (DC). A legenda confirmou a pré-candidatura de Barbosa ao Palácio do Planalto, uma decisão que provocou uma crise imediata na sigla. O ex-ministro Aldo Rebelo, que havia sido anunciado como o nome do partido no início do ano, reagiu duramente à manobra e garantiu que manterá sua pré-candidatura até a convenção, "mesmo que tenha que judicializar".
Que tal o Brasil se unir? pic.twitter.com/PFhCNk8lvE
— Aldo Rebelo (@aldorebelo) March 26, 2026
Joaquim Barbosa e a crise no partido
A cúpula do DC justificou a troca apontando a necessidade de um nome com maior apelo popular, uma vez que a candidatura de Rebelo não demonstrou crescimento nas pesquisas de intenção de voto. Em nota oficial, o presidente nacional da legenda, João Caldas, defendeu que a chegada de Joaquim Barbosa representa uma oportunidade de união nacional e de reconstrução da confiança dos cidadãos nas instituições públicas. "Sua trajetória honra os valores republicanos e responde ao desejo de mudança da sociedade brasileira", declarou o dirigente, complementando que "o momento exige união, propósito e desprendimento. O Brasil está acima de projetos pessoais".
Caldas reforçou o papel estratégico que enxerga para o novo filiado no atual cenário político do país. "Ele se filiou ao partido para concorrer. Atualmente, vivemos no Brasil uma crise institucional entre os três poderes. Não existe ninguém melhor do que Joaquim Barbosa para resolver isso. Ele será o mensageiro que nos resgatará desse cenário", afirmou o presidente do DC.
Cenário para 2026
Por outro lado, Aldo Rebelo contestou a legitimidade da mudança, destacando que a decisão reflete apenas a posição pessoal de João Caldas e lembrou que Barbosa ainda não se manifestou publicamente sobre o assunto. Procurado para comentar o cenário, o ex-ministro do STF não atendeu aos pedidos de entrevista. Barbosa, que integrou a Suprema Corte entre 2003 e 2014 e chegou a ser cotado para a disputa presidencial em 2018 antes de desistir, surge agora como um elemento surpresa em um tabuleiro eleitoral que já conta com forças consolidadas.
A disputa de 2026 avança com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) buscando a reeleição com foco em programas sociais e na economia. No campo da direita e centro-direita, o cenário se desenha com o senador Flávio Bolsonaro (PL) despontando como o principal herdeiro do capital político do bolsonarismo. Ele divide o espaço de oposição com os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).
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