Resgate de brasileira em vulcão na Indonésia é interrompido; família critica lentidão
A equipe de resgate precisou suspender novamente as buscas por Juliana Marins, de 26 anos, três dias após a queda da jovem em uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia. Segundo a família, o procedimento foi interrompido por condições climáticas adversas — "Às 16h do horário local [5h em Brasília], o resgate foi interrompido por condições climáticas. Mas antes já havia sido dito que eles parariam ao entardecer por não operarem à noite", relatou o perfil @resgatejulianamarins, responsável por divulgar informações sobre o caso.
A página, criada pelos parentes como o único canal oficial, estima que Juliana esteja cerca de 600 metros abaixo do ponto inicial de queda. "Um dia inteiro e eles avançaram apenas 250 metros abaixo, faltavam 350 metros para chegar na Juliana e eles recuaram. Mais uma vez! Mais um dia! Nós precisamos de ajuda, nós precisamos que o resgate chegue até Juliana com urgência!"
Resgate sob críticas por falhas e lentidão na operação
Familiares criticam as autoridades locais pela condução da operação. Segundo o perfil, "O parque segue com a sua atividade normalmente, turistas continuam fazendo a trilha, enquanto Juliana está precisando de socorro! Nós não sabemos o estado de saúde dela! Ela segue sem água, comida e agasalhos! Juliana vai passar mais uma noite sem resgate por negligência!" E completam: "Aparentemente é padrão nessa época do ano que o clima se comporte dessa forma, eles têm ciência disso e não agilizam o processo de resgate! Lento, sem planejamento, competência e estrutura!"
O esforço de resgate foi interrompido mais uma vez no domingo (22), por neblina intensa que impediu o avanço dos socorristas. A irmã de Juliana afirmou ao Fantástico que mantém a esperança, mas voltou a rebater declarações conflitantes de autoridades indonésias e da Embaixada do Brasil em Jacarta. Negados, estão relatos de que a jovem já teria recebido água, comida ou agasalho. "Recebemos, com muita preocupação e apreensão, que não é verdadeira a informação de que a equipe de resgate levou comida, água e agasalho para a Juliana. A informação que temos é que até agora não conseguiram chegar até ela, pois as cordas não tinham tamanho suficiente, além da baixa visibilidade", declarou ao Fantástico.
A mesma fonte relatou que vídeos atribuídos ao momento do socorro são falsos: "Todos os vídeos que foram feitos são mentiras, inclusive o do resgate chegando nela. O vídeo foi forjado para parecer isso, junto com essa mensagem associada a ele", acusou a irmã. Por sua vez, o embaixador do Brasil na Indonésia admitiu à produção da Globo que repassou dados equivocados com base em relatos locais imprecisos.
Juliana foi localizada pela última vez por um drone por volta das 17h30 (horário local) de sábado (21), em imagens que confirmaram sua queda. De acordo com relatos divulgados por Mariana, Juliana viajava acompanhada por um guia e um grupo de cinco pessoas. No segundo dia de trilha, ela teria se sentido exausta. "O guia falou: 'então descansa' e seguiu viagem. A gente tinha recebido a informação que o guia tinha ficado com ela, que ela tinha tropeçado e caído. Não foi isso que aconteceu". Mariana acrescentou: "O guia só seguiu viagem para chegar até o cume. A gente só tem essas informações de mídia local. Juliana ficou desesperada porque ninguém mais voltou e caiu. Abandonaram Juliana".
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