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Quem era Diaba Loira? Traficante foi encontrada morta em Cascadura

Eweline Passos Rodrigues, conhecida como a Diaba Loira, foi encontrada morta na Rua Cametá, em Cascadura, na Zona Norte do Rio

15 ago 2025 - 16h12
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Eweline Passos Rodrigues, a Diaba Loira
Eweline Passos Rodrigues, a Diaba Loira
Foto: Reprodução/ Instagram / Contigo

Eweline Passos Rodrigues, conhecida como a Diaba Loira, foi encontrada morta na noite desta quinta-feira, 14/08, na Rua Cametá, em Cascadura, na Zona Norte do Rio. O corpo dela estava enrolado em um lençol, com marcas de tiros na cabeça e no tórax.

A mulher era procurada pelo Setor de Inteligência da Polícia Militar de Santa Catarina e por forças de segurança do Rio de Janeiro. Eweline, que teria entrado no mundo do crime após ser vítima de uma tentativa de feminicídio cometida pelo ex-marido, era conhecida por ostentar armamento pesado, como fuzis e pistolas.

O delegado André Luiz Bermudez Pereira, da 5ª DRP (Tubarão, cidade de Santa Catarina), revelou que encontrou com Eweline durante um caso que ocorreu em 2022. Na ocasião, ela foi até a casa do ex-companheiro para buscar o filho e foi atacada com uma facada, que perfurou seu pulmão e a levou a uma cirurgia de emergência. "A primeira vez que me deparei com a Eweline foi quando ela foi vítima de uma tentativa de feminicídio. Ela levou uma facada do ex-companheiro. O sujeito e a família dela alegavam que ela havia se apossado de uma quantia em dinheiro dele", contou. 

Segundo o delegado, na época da tentativa de feminicídio, Diaba Loira já tinha vínculos com traficantes, embora não houvesse provas de sua participação no crime.

Investigações

Depois desse episódio, a Polícia Civil de Santa Catarina passou a investigar Eweline por tráfico de drogas em sua cidade natal, em Tubarão. A criminosa foi presa pela primeira vez em flagrante pela Polícia Militar, em maio de 2023, enquanto estavam a caminho para matar um desafeto dessa facção. Em janeiro de 2024, foi detida pela segunda vez, por porte ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas. 

"A sequência dos elementos deixava claro que ela fazia parte de uma facção catarinense e também estava atuando mais na cidade de Florianópolis", afirmou o delegado.

Diaba Loira recebeu direito de responder em liberdade e foi solta. Porém, após o delegado Pereira solicitar novamente a prisão da mulher, ela passou a viver foragida. Em 2024, ela buscou abrigo em redutos do Comando Vermelho no Rio. "Nesse período, começamos a receber diversas fotos e vídeos dela portando fuzis nas favelas cariocas", alegou Pereira.

Diaba Loira se pronuncia

Em junho deste ano, Eweline foi vista por moradores da comunidade da Gardênia Azul atirando em policiais militares durante uma operação na região. Em vídeos, ela reforçou que não temia ser executada por traficantes rivais por classificá-los como "despreparados". "É para eu ter medo? Eu estava do lado de vocês esse tempo todinho, sei que vocês são despreparados. Então antes de falar que a 'equipe caos' vai te pegar, parem de querer ameaçar, está chato já. Quem faz não fala", disparou. 

Um mês depois, ela publicou um vídeo lamentando a morte da mãe, que teria sido assassinada por criminosos rivais ligados ao CV. "Vocês pegaram a minha família, mataram a minha mãe. Vocês destruíram a única pessoa que eu tinha. Acabaram com ela, mesmo sabendo que ela morava sozinha e quase não falava comigo. Esses filhos da p*ta do Comando Vermelho sabiam", declarou. Em uma das publicações, ela chegou a falar: "Não me entrego viva, só saio no caixão".

De acordo com as informações, ela teria rompido com o Comando Vermelho (CV) e declarado aliança ao Terceiro Comando Puro (TCP), se tornando alvo de ameaças no submundo do tráfico do Rio de Janeiro. 

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