Quando o filho prefere morar com o pai: o que fazer?
Relato de Luana Piovani reacende o debate sobre autonomia, adolescência e vínculos familiares após a separação
Quando um filho decide morar com o pai, é comum que a mãe ou o responsável que fica à distância, sinta um turbilhão de emoções: tristeza, culpa, medo de afastamento e até sensação de rejeição.
O tema voltou ao debate após Luana Piovani falar abertamente sobre a relação com o primogênito, Dom, de 13 anos, que vive no Brasil com o pai, Pedro Scooby, enquanto ela mora em Portugal com os filhos mais novos.
Segundo a atriz, a decisão mudou a dinâmica entre mãe e filho — e exigiu maturidade emocional de todos os envolvidos.
Entender que a escolha nem sempre é rejeição
Na adolescência, o desejo por autonomia fala alto. Muitas vezes, a escolha de morar com um dos pais está ligada a rotina, escola, amigos ou identificação com regras diferentes e não significa falta de amor.
No caso de Luana, ela reconheceu que passou a ocupar um papel diferente na vida do filho, deixando questões do dia a dia sob responsabilidade do pai, sem transformar isso em disputa.
Evitar brigas que desgastam o vínculo
Um dos pontos mais importantes quando o filho escolhe morar com o outro responsável é não transformar a decisão em campo de batalha.
Discussões constantes, cobranças excessivas ou tentativas de controle à distância tendem a afastar ainda mais.
Ao afirmar que "não briga mais", Luana ilustra uma postura que especialistas costumam defender: preservar o vínculo emocional acima da necessidade de controle.
Aceitar que cada casa tem regras diferentes
Quando o filho vive em lares diferentes, é natural que as regras também sejam distintas.
Aceitar isso não significa concordar com tudo, mas entender que o adolescente está aprendendo a lidar com escolhas, limites e consequências.
Manter respeito entre os adultos envolvidos é essencial para que o jovem não se sinta dividido ou culpado.
Manter presença emocional, mesmo à distância
Morar longe não significa estar ausente. Interesse genuíno, escuta ativa, conversas honestas e apoio emocional ajudam o filho a se sentir seguro, mesmo com a distância física.
Pequenos gestos — mensagens, ligações, presença em momentos importantes — reforçam que o amor permanece intacto.
Quando é hora de buscar apoio?
Se a decisão do filho gera sofrimento intenso, culpa constante ou sensação de perda de identidade materna ou paterna, buscar apoio psicológico pode ser fundamental.
A terapia ajuda a reorganizar sentimentos e a construir uma nova forma de se relacionar.
Amor que se adapta também é amor
A maternidade — e a paternidade — passam por transformações ao longo da vida. Quando o filho cresce, faz escolhas e ganha autonomia, o desafio é aprender a amar sem prender.
Nem sempre estar junto é estar perto. Às vezes, respeitar o caminho do outro é a maior forma de cuidado.