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Quando o filho prefere morar com o pai: o que fazer?

Relato de Luana Piovani reacende o debate sobre autonomia, adolescência e vínculos familiares após a separação

13 jan 2026 - 13h51
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Quando um filho decide morar com o pai, é comum que a mãe ou o responsável que fica à distância, sinta um turbilhão de emoções: tristeza, culpa, medo de afastamento e até sensação de rejeição.

Quando o filho escolhe morar com o pai, o desafio é preservar o vínculo sem transformar a decisão em disputa
Quando o filho escolhe morar com o pai, o desafio é preservar o vínculo sem transformar a decisão em disputa
Foto: Reprodução/Instagram @luapio / Alto Astral

O tema voltou ao debate após Luana Piovani falar abertamente sobre a relação com o primogênito, Dom, de 13 anos, que vive no Brasil com o pai, Pedro Scooby, enquanto ela mora em Portugal com os filhos mais novos.

Segundo a atriz, a decisão mudou a dinâmica entre mãe e filho — e exigiu maturidade emocional de todos os envolvidos.

Entender que a escolha nem sempre é rejeição

Na adolescência, o desejo por autonomia fala alto. Muitas vezes, a escolha de morar com um dos pais está ligada a rotina, escola, amigos ou identificação com regras diferentes e não significa falta de amor.

No caso de Luana, ela reconheceu que passou a ocupar um papel diferente na vida do filho, deixando questões do dia a dia sob responsabilidade do pai, sem transformar isso em disputa.

Evitar brigas que desgastam o vínculo

Um dos pontos mais importantes quando o filho escolhe morar com o outro responsável é não transformar a decisão em campo de batalha.

Discussões constantes, cobranças excessivas ou tentativas de controle à distância tendem a afastar ainda mais.

Ao afirmar que "não briga mais", Luana ilustra uma postura que especialistas costumam defender: preservar o vínculo emocional acima da necessidade de controle.

Aceitar que cada casa tem regras diferentes

Quando o filho vive em lares diferentes, é natural que as regras também sejam distintas.

Aceitar isso não significa concordar com tudo, mas entender que o adolescente está aprendendo a lidar com escolhas, limites e consequências.

Manter respeito entre os adultos envolvidos é essencial para que o jovem não se sinta dividido ou culpado.

Manter presença emocional, mesmo à distância

Morar longe não significa estar ausente. Interesse genuíno, escuta ativa, conversas honestas e apoio emocional ajudam o filho a se sentir seguro, mesmo com a distância física.

Pequenos gestos — mensagens, ligações, presença em momentos importantes — reforçam que o amor permanece intacto.

Quando é hora de buscar apoio?

Se a decisão do filho gera sofrimento intenso, culpa constante ou sensação de perda de identidade materna ou paterna, buscar apoio psicológico pode ser fundamental.

A terapia ajuda a reorganizar sentimentos e a construir uma nova forma de se relacionar.

Amor que se adapta também é amor

A maternidade — e a paternidade — passam por transformações ao longo da vida. Quando o filho cresce, faz escolhas e ganha autonomia, o desafio é aprender a amar sem prender.

Nem sempre estar junto é estar perto. Às vezes, respeitar o caminho do outro é a maior forma de cuidado.

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