Psoríase pede cuidados com aspectos físicos e mentais
Dia Mundial da doença reforça a necessidade de atenção com a condição que ainda é subtratada no Brasil
O Dia Mundial da Psoríase reforça que a condição é uma doença inflamatória crônica sistêmica, e não apenas estética. Capaz de afetar pele, unhas e articulações — com até 30% dos pacientes desenvolvendo artrite psoriásica —, a patologia sofre com o subtratamento em metade dos casos. Além das dores físicas, o estigma social causa severo impacto psicológico, gerando ansiedade e depressão comparáveis a condições como o câncer, o que torna o diagnóstico amplo e o acompanhamento contínuo vitais.
O Dia Mundial da Psoríase, celebrado em 29 de Outubro, alerta para uma necessidade importante: enxergar a psoríase não apenas como uma condição estética ou marca na pele, mas sim como uma doença inflamatória sistêmica crônica, que pode afetar a pele, as unhas, as articulações e outros orgãos, além de questões emocionais.
Essa visão ampla é fundamental para que a doença não progrida para quadros mais graves e para superar a barreira do subtratamento, que atinge 50% dos 1.001 pacientes participantes da pesquisa. Sabe-se que é uma condição dolorosa para o paciente que pode causar dor, rigidez e inchaço nas articulações.
De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Psoríase do Ministério da Saúde de 2021, os casos graves correspondem a 20% a 30% dos casos e geralmente precisam de tratamento sistêmico. O documento ainda estima que aproximadamente o mesmo número - de 20% a 30% dos pacientes com psoríase, irão desenvolver artrite psoriásica.
A psoríase não é um problema superficial ou meramente estético. Trata-se de uma doença inflamatória sistêmica que atua em todo o organismo, afirma o Dr. Leandro Leite, médico dermatologista membro do Ambulatório de Psoríase do Hospital Moinhos de Vento. "Quando o paciente ou a sociedade a enxergam apenas como uma marca na pele, corremos o risco de ignorar outros aspectos e manifestações associados à doença, incluindo o possível acometimento articular."
O peso invisível na saúde mental
Além dos impactos físicos e do risco de progressão articular, a psoríase traz um impacto, muitas vezes invisível, na saúde mental. O constrangimento gerado pelas lesões e a estigmatização social afetam o bem-estar psicológico do paciente.
Em um estudo com 115 pacientes com psoríase, 43% apresentaram tendência à ansiedade e 10% à depressão. Esse fardo emocional faz com que o prejuízo na qualidade de vida de quem convive com a doença seja comparável ou superior ao de outras condições crônicas, como o câncer, diabetes e doenças cardíacas.
De acordo com Dr. Leandro, o acompanhamento da progressão da inflamação é fundamental. "Esse é um passo decisivo para interromper o avanço das lesões e indicar o tratamento adequado. O acompanhamento da evolução da doença permite avaliar sua gravidade e orientar o tratamento adequado."
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