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Meloni descarta se aliar a general de ultradireita para eleições

Itália irá às urnas em 2027, e premiê está ameaçada pela centro-esquerda

30 out 2026 - 12h23
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Resumo
A premiê italiana Giorgia Meloni descartou aliança com o general de extrema direita Roberto Vannacci para as eleições de 2027, afirmando que não aceitará chantagens políticas e buscará governar com a centro-direita tradicional. Vannacci, eurodeputado conhecido por teses racistas e homofóbicas, rompeu com a base governista e fundou o Futuro Nacional, partido de oposição que já atinge cerca de 10% nas pesquisas, o que pode ameaçar a vitória da direita contra a centro-esquerda no pleito.

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, descartou nesta sexta-feira (30) uma aliança com o general de extrema direita Roberto Vannacci para as eleições legislativas de 2027.

    Segundo a premiê, ela pretende pedir aos italianos um mandato claro, sem ser "refém" de pressões políticas. "Não estive aberta a chantagens antes, não permiti ser chantageada durante meus anos de governo e não pretendo ser no futuro", disse Meloni em entrevista para um novo livro do jornalista político Bruno Vespa.

    "Eu quero voltar ao governo com a centro-direita que conhecemos, enriquecida pelos novos movimentos cívicos que estão surgindo e que podem fortalecer nossa oferta política", acrescentou.

    Vannacci ganhou os holofotes em 2023, quando publicou um livro recheado de teses homofóbicas e racistas. Na obra, o general diz que homossexuais "não são normais" e denuncia um suposto "lobby gay internacional" para promover relações homoafetivas.

    Além disso, afirma que os "traços físicos" da italiana Paola Egonu, uma das melhores jogadoras de vôlei do mundo e filha de nigerianos, "não representam a italianidade" e defende uma deportação em massa de imigrantes.

    Vannacci chegou a fazer parte da Liga, partido que integra a base de Meloni e pelo qual foi eleito eurodeputado, porém rompeu com a legenda em fevereiro de 2026 e fundou uma nova sigla, o Futuro Nacional (FnV), para fazer oposição ao governo.

    O partido do general rapidamente cresceu nas pesquisas e chegou perto dos 10% de intenções de voto, e analistas apontam que, sem uma aliança com o FnV, o bloco de direita liderado por Meloni pode ser superado por uma frente ampla da centro-esquerda.

    Vannacci, por sua vez, minimizou as declarações da premiê.

    "Eu me interesso pelo que Meloni diz até certo ponto. Para nós, a única fidelidade é aos eleitores", declarou. .

Ansa - Brasil
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