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Presidente confirma morte de um dos criminosos mais procurados da Colômbia

29 dez 2010 - 14h44
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O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, confirmou nesta quarta-feira a morte do traficante Pedro Guerrero, conhecido como "Cuchillo", a quem qualificou como "assassino de assassinos", em uma operação policial no sul do país.

"Caiu o assassino de assassinos. Estávamos atrás dele há muitos anos. Ele se transformou em uma espécie de lenda que era inalcançável", destacou Santos em entrevista coletiva da qual também participou o diretor geral da polícia colombiana, o general Óscar Naranjo.

Santos revelou que será entregue uma recompensa de US$ 2,5 milhões às pessoas que colaboraram para a localização de Cuchillo.

O narcotraficante, que era também procurado pelos Estados Unidos, morreu em uma operação iniciada no dia do Natal pela divisão antinarcóticos da polícia colombiana em uma região entre as cidades de Mapiripán e San José, a cerca de 400 quilômetros de Bogotá.

Os legistas não conseguiram até hoje identificar plenamente os restos mortais de Cuchillo. O criminoso tinha um exército próprio e era apontado na Colômbia como autor ou responsável pelo planejamento de cerca de 3 mil assassinatos. Além disso, teria obrigado dezenas de pessoas a abandonarem suas casas e terras.

Na operação morreram também os policiais Edwin César Nupaque e Javier Londoño Castro, que foram homenageados por Santos. Além disso, foram detidos oito membros da quadrilha liderada por Cuchillo, denominada Exército Revolucionário Popular Antiterrorista da Colômbia (ERPAC).

O presidente destacou que, com esta operação, foi demonstrado que "não há ninguém que escape da contundência, coragem e determinação" das Forças Armadas e a Polícia da Colômbia.

Guerrero era "um bandido com um longo histórico de criminalidade em todas as suas fases. Tinha mais de 15 ordens de prisão e era responsável por massacres" no país, disse o presidente.

Cuchillo, acrescentou Santos, iniciou suas atividades criminosas com "O Mexicano" (Gonzalo) Rodríguez Gacha (chefe militar do extinto cartel de Medellín, morto em 1989), e depois passou ao chamado bloco Centauros das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC).

Segundo o presidente colombiano, junto com o narcotraficante foi encontrada "em suas mãos, a faca com a qual degolava suas vítimas".

Esta é "uma advertência. Todos vão cair. Aqui ninguém vai se safar, se seguirem cometendo crimes e enfrentando a democracia colombiana", finalizou.

EFE   
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