Script = https://s1.trrsf.com/update-1781903735/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Porto Alegre aprova "Bosques de Bairro" para combater alagamentos e ilhas de calor

Nova legislação foca na criação de microflorestas urbanas e jardins de chuva para otimizar o sistema de drenagem e o microclima da Capital.

1 jul 2026 - 17h49
Compartilhar
Exibir comentários

A Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou, nesta quarta-feira (1º de julho de 2026), o projeto de lei que institui o Programa Bosques de Bairro. A iniciativa, de autoria do vereador Roberto Robaina (PSOL), passou pelo legislativo municipal acompanhada da emenda 01. O principal objetivo do texto é mitigar os impactos climáticos urbanos por meio da restauração ecológica e do adensamento de vegetação nativa em pontos estratégicos da cidade.

Foto: imagem meramente ilustrativa / Freepik / Porto Alegre 24 horas

O foco técnico da nova legislação está na implementação de soluções baseadas na natureza para conter problemas crônicos de infraestrutura. Entre as medidas previstas, destacam-se os Jardins de Chuva Comunitários, que atuam diretamente no manejo sustentável das águas pluviais. O projeto visa reduzir o escoamento superficial da chuva, aumentar a infiltração no solo e aliviar de forma direta a rede de drenagem urbana, diminuindo consideravelmente os riscos de alagamentos na Capital.

Além do controle hídrico, o programa atua como um regulador térmico para o ecossistema urbano. A criação de microflorestas de alta densidade projeta o resfriamento natural de áreas densamente construídas, combatendo o fenômeno das ilhas de calor. A preferência pelo uso de espécies nativas da Mata Atlântica também busca o fortalecimento da biodiversidade local, gerando um impacto ecológico positivo e cumulativo mesmo em intervenções distribuídas em pequenas superfícies.

A aplicação prática do programa ocorrerá de forma diversificada em diferentes pontos da geografia urbana. Os bosques e jardins poderão ocupar áreas públicas municipais ociosas — como terrenos devolutos, canteiros centrais e rotatórias —, desde que aprovados pelos órgãos competentes. Áreas privadas também constam no texto legal, dependendo de autorização expressa do proprietário e interesse público, além de terrenos que estejam sujeitos a risco geotécnico.

CMPA.

Porto Alegre 24 horas
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra