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PM que baleou fiel em igreja está arrependido, diz irmão de vítima

Culto continuou após os disparos; incidente aconteceu na quarta-feira (21) em Goiânia

4 set 2022 - 01h00
(atualizado às 01h49)
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Depressão
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Foto: Reprodução/Pixabay

Um Policial Militar atirou em homem dentro da igreja evangélica Congregação Cristã no Brasil (CCB) de Goiânia, na última quarta-feira (21). Segundo a família da vítima, incidente foi motivado por desavenças políticas entre o pastor da igreja e o irmão do baleado. A vítima foi Davi Augusto de Souza, de 40 anos. 

Segundo a Folha de S. Paulo, um projétil disparado pelo PM Vitor da Silva Lopes, de 37 anos, atravessou suas duas pernas da vítima. Davi passou por uma cirurgia de reconstrução que durou seis horas. No dia do incidente, o policial militar estava de folga. 

De acordo com as descrições do irmão da vítima, Daniel Augusto, a situação começou quando, durante um culto, o pastor disse que “está chegando a eleição e esse povo que vota na bandeirinha vermelha, olha, o diabo está fazendo festa”, referindo-se ao ex-presidente e candidato à presidência Lula (PT).

Na sequência, Daniel conta ter rebatido, pedindo para que não falassem de política, e o pastor teria o mandado calar a boca. A partir disso, ele conta que sua família começou a ser ameaçada. O site da Congregação também teria publicado uma circular, no dia 11 de agosto, que ressaltava: “Não devemos votar em candidatos ou partidos políticos cujo programa de governo seja contrário aos valores e princípios cristãos". 

No dia do incidente, após uma discussão, o PM sacou uma arma de fogo e atirou contra Davi, atingindo  suas pernas com um tiro. Depois do ocorrido, o culto continuou. Daniel, então, fez um vídeo que mostra a situação e questiona o fato de a igreja prosseguir com as atividades enquanto seu irmão estava sendo socorrido.

De acordo com o boletim de ocorrência, duas pessoas discutiram e “tentaram entrar em luta corporal com o PM, que para desvencilhar-se de um deles efetuou disparo”. O irmão da vítima nega a versão. Por sua vez, a Secretaria de Segurança Pública de Goiás informou que “os fatos narrados por ambas as partes já estão sendo devidamente investigados”.

O agressor, policial militar que efetuou o disparo, se apresentou de forma espontânea na delegacia e, segundo Daniel, mostrou arrependimento. “Ele está muito arrependido, desesperado, dizendo que vai ajudar no que for preciso, que não sabe como aconteceu aquilo, que nunca passou pela cabeça dele, ainda mais dentro da igreja”, descreve. Daniel diz que já conversou com o policial e que não pretende cobrar punição.

Fonte: Redação Terra
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