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PF e PGR rejeitam delação prévia de Vorcaro e pedem mais informações

Novas informações foram anexadas após autoridades cobrarem mais detalhes dos investigadores

6 mai 2026 - 12h42
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A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República avaliaram que o material inicial apresentado pelo banqueiro Daniel Vorcaro era insuficiente. O dono do Banco Master precisou fornecer mais elementos para que a proposta de colaboração pudesse avançar na Justiça. Em resposta a essa demanda dos investigadores, os advogados de defesa anexaram novos documentos com o conteúdo detalhado da delação. Essa etapa visa analisar se o investigado traz dados inovadores e se consegue provar as alegações. O material será avaliado ao longo das próximas semanas.

Daniel Vorcaro na prisão
Daniel Vorcaro na prisão
Foto: Reprodução / Perfil Brasil

A equipe jurídica do banqueiro participou de uma reunião recente com os representantes do Ministério Público e da corporação policial. Durante o encontro, os defensores entregaram um documento que resume os termos da delação, divididos por tópicos específicos. Esses termos funcionam como um mapa detalhado das informações que o colaborador deseja revelar. Nada tem validade legal até que o acordo seja formalmente assinado por todas as partes. Atualmente, o banqueiro permanece detido na Superintendência da Polícia Federal localizada em Brasília.

A versão inicial da proposta havia sido protocolada há cerca de duas semanas. No entanto, o conteúdo foi classificado como fraco tanto pelos procuradores quanto pelos policiais. O entendimento geral era que o material não apresentava nenhuma informação nova em comparação ao que já constava na investigação da Operação Compliance Zero. Esse inquérito foi o responsável pela primeira detenção do empresário e continha conversas e situações que já eram do conhecimento das autoridades. Fontes ligadas ao caso apontam que o investigado não citou nomes que estariam no topo da hierarquia do esquema criminoso.

Análise dos celulares

A entrega recente dos novos anexos funciona como uma resposta direta às exigências das autoridades. Recusar termos iniciais em propostas de colaboração é um procedimento padrão em investigações complexas. Os investigadores destacam que o processo de análise exigirá tempo para a devida formalização dos documentos. Paralelamente, não existem negociações em andamento com a defesa do pastor Fabiano Zettel, apontado como braço direito do banqueiro no esquema. Interlocutores indicam que o desejo do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, de também colaborar, acabou acelerando as movimentações da defesa de Vorcaro.

Para cruzar as informações, a Polícia Federal está realizando um trabalho minucioso nos celulares apreendidos. Ao todo, foram recolhidos oito aparelhos do banqueiro, com perícias distribuídas entre Brasília, São Paulo e Minas Gerais. A expectativa é que o dispositivo principal contenha o material mais relevante para o caso. Esse aparelho possui cerca de quatrocentos gigabytes de dados e mais de oito mil arquivos de vídeo. Outros aparelhos utilizados enquanto ele estava em prisão domiciliar não trouxeram informações relevantes até o momento. A equipe técnica ainda tenta extrair dados de um dos telefones.

Impacto no caso

A conclusão da perícia é considerada indispensável para confrontar a delação. O material precisa ser extremamente contundente para que o acordo seja validado pelos órgãos competentes. Diante da complexidade do caso, a Polícia Federal decidiu ampliar a equipe de investigadores no mês passado. Peritos, delegados, agentes e escrivães foram convocados para acelerar a leitura e a verificação de todo o material apreendido com o empresário.

Perfil Brasil
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