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O piloto francês condenado por decapitar paraquedista com asa de avião

Nicolas Galy, de 40 anos, foi atingido no ar momentos depois de pular da aeronave, em julho de 2018.

22 nov 2023 - 16h31
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Nicolas Galy era praticante de 'wingsuit' e foi atingido no ar momentos depois de pular da aeronave
Nicolas Galy era praticante de 'wingsuit' e foi atingido no ar momentos depois de pular da aeronave
Foto: Getty Images / BBC News Brasil

Um piloto francês foi proibido de voar depois de decapitar um paraquedista com a asa de um avião.

Nicolas Galy, de 40 anos, era praticante da modalidade "wingsuit" e foi atingido no ar momentos depois de pular da aeronave, em julho de 2018.

O piloto, que não foi identificado, foi considerado culpado na terça-feira (21/11) por homicídio culposo e recebeu uma pena suspensa pelo tribunal criminal de Montauban.

Isso significa que ele pode permanecer em liberdade caso obedeça uma série de condições determinadas pela Justiça.

A Associação das Escolas de Paraquedismo Midi-Pyrénées, que contratou o piloto, foi multada em 20 mil euros (R$ 106 mil).

Metade desse montante, 10.000 euros (R$ 53 mil), teve a cobrança suspensa, segundo a imprensa francesa.

Segundo o Le Parisien, imediatamente após o lançamento, o piloto da aeronave iniciou a descida em direção à pista do aeródromo.

Antes de o paraquedista saltar da aeronave, não houve consulta sobre a trajetória que o avião seguiria, disse o jornal.

Citando uma audiência realizada no dia 19 de setembro, a advogada dos familiares da vítima, Emmanuelle Franck, lamentou o que chamou de "muita imprudência ou negligência".

O presidente da Corte que julgou o caso também enfatizou a falta de comunicação entre a vítima e o piloto.

Desde o incidente, as medidas de segurança foram reforçadas e os briefings entre pilotos e paraquedistas se tornaram obrigatórios, acrescentou o relatório do jornal Le Parisien.

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