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Nova variante do vírus Sars-CoV-2 é identificada em três estados

A linhagem faz parte da variante Omicron e foi encontrada durante análises no Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina

15 out 2024 - 19h56
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Uma nova linhagem do vírus Sars-CoV-2, denominada XEC, foi recentemente identificada em diversas regiões do Brasil. Esta linhagem faz parte da variante Omicron e foi encontrada durante análises no Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina. Os primeiros casos no Brasil foram registrados pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) em setembro, com amostras de pacientes da capital fluminense.

Linhagem XEC foi identificada no RJ, em SP e SC
Linhagem XEC foi identificada no RJ, em SP e SC
Foto: Robson Valverde / SES-SC / Perfil Brasil

Dinâmica e expansão da variante XEC

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica a XEC como uma variante sob monitoramento, devido a mutações que podem influenciar seu comportamento. Desde junho e julho de 2024, a XEC foi detectada inicialmente na Alemanha e rapidamente se espalhou por diversos continentes. Até outubro deste ano, pelo menos 35 países já tinham identificado a nova cepa, com mais de 2.400 sequências genéticas compartilhadas na plataforma Gisaid.

Estratégias de vigilância genômica

No Brasil, a chegada da XEC motivou o fortalecimento de estratégias de vigilância genômica, especialmente no Rio de Janeiro. Em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, o IOC/Fiocruz ampliou o sequenciamento de genomas do Sars-CoV-2, permitindo a detecção precoce da XEC. Essa ação revelou não apenas a presença da nova linhagem, mas também confirmou o predomínio da variante JN.1 no país desde o ano passado.

Implicações e especificidades da variante XEC

A XEC é produto de uma recombinação genética entre duas cepas distintas, processo que ocorre quando um indivíduo é infectado simultaneamente por diferentes linhagens virais. Esta característica genética pode ter um papel crucial em sua maior transmissibilidade. Estudos são necessários para avaliar o impacto desta variante no Brasil, onde a memória imunológica da população varia em função das linhagens que já circularam.

Importância da continuação do monitoramento

Especialistas, como a pesquisadora Paola Resende do IOC, destacam à Agência Brasil a necessidade de manutenção do monitoramento genômico em todo o Brasil. A vigilância regular permitirá não apenas acompanhar a disseminação da XEC, mas também ajustar formulações de vacinas específicas, conforme recomendação de grupos consultivos da OMS. O último ajuste foi baseado na linhagem JN.1, e novas reuniões para formulação de vacinas estão previstas para dezembro.

Em resumo, a detecção da XEC no Brasil requer atenção contínua das autoridades de saúde pública, com foco no monitoramento abrangente e na preparação para possíveis alterações no cenário epidemiológico nacional.

Perfil Brasil
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