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'Nenhum império vai tocar o solo sagrado da Venezuela', diz Maduro após movimento naval dos EUA

20 ago 2025 - 12h54
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O ditador venezuelano Nicolás Maduro voltou a atacar os Estados Unidos em discurso transmitido pela TV estatal. "Nenhum império vai tocar o solo sagrado da Venezuela", afirmou ao criticar a movimentação de navios de guerra americanos no Caribe.

O ditador venezuelano, Nicolás Maduro
O ditador venezuelano, Nicolás Maduro
Foto: depositphotos.com / ognjen1234 / Perfil Brasil

A declaração ocorreu na terça-feira (18), durante reunião com governadores e prefeitos em Caracas. Ao lado do ministro da Justiça, Diosdado Cabello, Maduro disse que o país está preparado para responder a qualquer provocação militar.

"Defendemos nossos mares, nossos céus e nossas terras. Nós os libertamos. Nós os vigiamos e os patrulhamos. Nenhum império tocará o solo sagrado da Venezuela, nem deve tocar o solo sagrado da América do Sul", destacou.

A operação militar é ameaça real?

Segundo a agência Reuters, três navios americanos — USS Gravely, USS Jason Dunham e USS Sampson — devem chegar nesta quarta-feira (20) à costa venezuelana. O plano integra a ofensiva de Washington contra o narcotráfico na América Latina.

Autoridades informaram ainda que a operação pode envolver cerca de 4 mil marinheiros e fuzileiros, além de aviões espiões P-8 e um submarino de ataque. Os recursos, segundo fontes ligadas ao Departamento de Defesa, teriam capacidade de vigilância e também de lançamento de ataques direcionados, caso seja dada a ordem.

Na terça-feira (19), no entanto, o próprio Pentágono negou que haja embarcações americanas próximas à Venezuela. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, reforçou que o presidente Donald Trump pretende endurecer o combate ao tráfico de drogas, mas não confirmou envio imediato de tropas.

"O presidente Trump tem sido muito claro e consistente. Ele está disposto a usar todas as ferramentas à sua disposição para interromper o fluxo de drogas para o nosso país e levar os responsáveis à justiça", disse. Washington também voltou a afirmar que Maduro "não é um presidente legítimo".

O regime venezuelano reagiu com nota oficial acusando os EUA de "ameaças e difamação". Caracas rejeita a acusação de ligação com o tráfico internacional de drogas.

Nos últimos dias, Washington dobrou a recompensa por informações que levem à captura de Maduro, elevando o valor para US$ 50 milhões. Em vídeo publicado no X, a procuradora-geral americana Pam Bondi acusou o líder venezuelano de colaborar com o grupo criminoso Tren de Aragua e o Cartel de Sinaloa.

Maduro ativa milícia venezuelana

Na segunda-feira (18), Maduro anunciou a mobilização de mais de 4,5 milhões de milicianos em todo o país. Ele afirmou que o objetivo é ampliar os chamados "quadrantes de paz", com foco em "soberania, integridade territorial, unidade nacional e segurança".

Também foram prometidas três zonas de desenvolvimento e segurança na fronteira com a Colômbia, sem explicações adicionais. A Milícia Nacional Bolivariana foi criada pelo ex-presidente Hugo Chávez como braço auxiliar das Forças Armadas e agora volta a ser central na estratégia do regime.

Perfil Brasil
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