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NASA Alerta: O Sol está 'Acordando' após anos de calmaria, o que isso significa para a Terra?

NASA revela que o Sol está aumentando sua atividade após anos, o que pode afetar satélites, redes e missões espaciais em 2025 e além.

19 set 2025 - 16h10
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A NASA anunciou que o Sol voltou a apresentar um aumento significativo em sua atividade solar, um fenômeno que surpreendeu cientistas e contradiz as previsões anteriores. Após atingir em 2008 o nível mais baixo já registrado de atividade, o que era esperado ser um longo período de "mínimo solar profundo", os dados mostram que o astro vem ficando progressivamente mais ativo desde então. Essa mudança gradual foi confirmada pelo estudo recente publicado no Astrophysical Journal Letters pelos pesquisadores Jamie Jasinski e Marco Velli, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA (JPL).

Erupções solares.
Erupções solares.
Foto: NASA / Portal de Prefeitura

O que está acontecendo no Sol?

O aumento da atividade inclui um crescimento na emissão de partículas carregadas, chamadas de vento solar, além da maior frequência e intensidade de manchas solares, erupções solares e ejeções de massa coronal — enormes bolhas de plasma que partem da superfície solar. Todas essas manifestações indicam que o Sol está entrando em um ciclo mais ativo, o Ciclo Solar 25, que começou em 2020 e já está mostrando força maior que o ciclo anterior, considerado o mais fraco em 100 anos.

Por que o despertar solar é surpresa?

Até recentemente, as previsões apontavam que o Sol permaneceria em uma fase de baixa atividade por um período prolongado, cenário chamado "mínimo solar profundo". Essa expectativa baseava-se em sinais anteriores de queda constante da atividade desde os anos 2000. O fato de essa tendência ter se invertido foi inesperado, conforme explicou o físico de plasma espacial Jamie Jasinski: "O Sol está acordando devagar, mas de forma constante".

O ciclo solar e seus picos de atividade

O Sol tem ciclos de aproximadamente 11 anos, marcados por fases de máxima e mínima atividade. Essas variações são reguladas pelo campo magnético solar, que se reorganiza periodicamente. O pico do Ciclo Solar 25, conhecido como máximo solar, já pode ter ocorrido entre 2023 e 2024, com um nível de manchas solares superior ao previsto inicialmente para julho de 2025. No entanto, o ciclo pode apresentar um segundo pico antes de começar a declinar, o que ainda traz incertezas para os cientistas.

Impactos diretos na Terra e no espaço

A maior atividade solar significa um aumento no chamado clima espacial, que pode provocar tempestades geomagnéticas. Essas tempestades representam riscos reais para a infraestrutura tecnológica na Terra e para as operações no espaço, tais como:

  • Danos e mau funcionamento em satélites e estações espaciais.
  • Exposição elevada de astronautas a radiação perigosa.
  • Possíveis falhas em redes elétricas que podem levar a blecautes.
  • Interferências no sistema de GPS e na comunicação por rádio.

Os eventos climáticos espaciais são resultado das erupções solares e ejeções de massa coronal que interagem com o campo magnético da Terra, podendo causar esses efeitos adversos.

Monitoramento e preparação

Com o aumento da atividade solar, agências como a NASA e o NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA) intensificaram o monitoramento do Sol e do clima espacial. Novas missões estão programadas para acompanhar em tempo real essas mudanças, como a IMAP (Interstellar Mapping and Acceleration Probe) e a missão SWFO-L1 da NOAA, que deve ser lançada para monitorar tempestades solares e fornecer alertas antecipados, protegendo os satélites e astronautas.

Por que esse ciclo é diferente?

A força e a duração dos ciclos solares podem variar bastante. Ciclos com maior amplitude tendem a ser mais curtos. No passado recente, o Ciclo Solar 24 foi um dos mais fracos e longos, mas o atual já superou em intensidade, surpreendendo até os modelos científicos que tentam prever o comportamento da nossa estrela.

O que esperar para os próximos anos?

Espera-se que o Ciclo Solar 26 comece entre 2029 e 2032 e que possa ser ainda mais energético. Isso indica que devemos nos preparar para uma década de atividade solar intensa, com maior probabilidade de tempestades solares severas e seus impactos tecnológicos.

Como isso afeta nosso cotidiano?

Embora o fenômeno seja astronômico, seus efeitos atingem a vida diária através da possível instabilidade de serviços essenciais dependentes de tecnologia espacial, como telecomunicações, navegação e redes elétricas. Também traz desafios para missões espaciais humanas, como as da Artemis, que dependem de proteção contra radiações solares mais intensas.

O Sol nunca para de surpreender

Mesmo após séculos de estudos desde as primeiras observações de manchas solares no século XVII, o Sol continua apresentando surpresas. O atual despertar, inesperado e progressivo, reforça a importância de investirmos na ciência do clima espacial para proteção da vida e da tecnologia na Terra.

Portal de Prefeitura
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