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Nadador da Guarda Costeira dos EUA resgata 165 pessoas em enchente no Texas

7 jul 2025 - 10h43
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As fortes chuvas que atingem o Texas desde o fim de semana passado causaram destruição, mortes e uma intensa operação de resgate. Em meio ao caos, um profissional da Guarda Costeira dos EUA ganhou destaque nacional ao salvar dezenas de pessoas. Scott Ruskan, de 26 anos, realizou diretamente 165 resgates e segue atuando nas zonas mais atingidas — o número de mortos já chega a 81, segundo autoridades, nesta segunda-feira.

Scott Ruskan, de 26 anos, participou de 165 resgates em meio às operações no estado do sul dos EUA
Scott Ruskan, de 26 anos, participou de 165 resgates em meio às operações no estado do sul dos EUA
Foto: Reprodução / Perfil Brasil

A secretária de Segurança Nacional, Kristi Noem, ressaltou o impacto da ação de Ruskan ao classificá-lo como "um herói americano". Em publicação nas redes sociais, ela destacou: "O nadador de resgate e suboficial da Guarda Costeira dos Estados Unidos, Scott Ruskan, salvou diretamente 165 vítimas nas devastadoras enchentes no centro do Texas. Esta foi a primeira missão de resgate de sua carreira e ele era o único coordenador de triagem no local. Scott Ruskin é um herói americano. Sua coragem altruísta personifica o espírito e a missão da Guarda Costeira".

Quem é o militar que arriscou a vida para salvar tantas pessoas?

Natural de Nova Jersey, Ruskan entrou na Guarda Costeira em 2021. Segundo reportagem do New York Post, ele estava no Texas desde novembro, após passar por treinamento especializado em resgate aéreo. Diante do desastre e da dificuldade de acesso, autoridades locais solicitaram ajuda federal no dia 4 de julho. Veículos ficavam ilhados, e apenas aeronaves podiam chegar às áreas mais críticas.

A equipe concentrou esforços no Camp Mystic, um acampamento cristão para meninas, às margens do rio Guadalupe. A correnteza tornava impossível o acesso por barco. Nesse cenário, Ruskan foi deixado em terra para organizar triagens e primeiros atendimentos, enquanto a operação prosseguia com apoio aéreo.

Em entrevista ao New York Post, ele relatou que "o principal trabalho era fazer a triagem das pessoas no local, a maioria crianças, muitas delas com ferimentos ou aos prantos por causa do trauma." Ele descreveu momentos difíceis, observando adultos angustiados e chorando por familiares desaparecidos.

Na linha de frente, ele coordenou o resgate de 165 pessoas. "Tiramos a maioria das pessoas de Camp Mystic, o que é incrível. Sinto que fizemos muitas coisas boas naquele dia, mas, obviamente, ainda é muito triste", afirmou. "Ainda há muitas pessoas desaparecidas, então a missão ainda não acabou. Não acabou para nós."

Brigadistas, voluntários e parentes continuam vasculhando escombros com helicópteros, drones, barcos, carrinhos de golfe e cavalos. Ao menos 41 pessoas permanecem desaparecidas, incluindo 10 meninas do acampamento.

A tragédia atinge sobretudo o Condado de Kerr e a região de Hill Country. No Camp Mystic, encontram-se entre os desaparecidos ou mortos crianças de apenas 8 anos, monitores e diretores do acampamento.

Além do saldo trágico, meteorologistas alertam para risco de novas chuvas e inundações repentinas. Grande parte da região central do Texas, incluindo Hill Country, segue em estado de alerta nesta segunda-feira.

Perfil Brasil
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