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Zuckerberg lamenta demora na proteção de menores em redes sociais

Depoimento do empresário era o mais aguardado do histórico julgamento

19 fev 2026 - 09h01
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Em um julgamento histórico sobre vício em redes sociais em Los Angeles, nos Estados Unidos, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, lamentou o lento progresso da empresa na identificação de usuários menores de idade no Instagram.

Depoimento do empresário era o mais aguardado do histórico julgamento
Depoimento do empresário era o mais aguardado do histórico julgamento
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Questionado sobre reclamações internas de que não estava sendo feito o suficiente para verificar se crianças menores de 13 anos utilizavam a plataforma, o chefe da gigante americana, que também é proprietária do Facebook e do WhatsApp, afirmou que melhorias foram implementadas, mas disse que "gostaria que tivessem sido realizadas antes".

Zuckerberg, de 41 anos, foi a testemunha mais aguardada no julgamento na Califórnia, o primeiro de uma série de casos que podem estabelecer precedentes legais para milhares de processos movidos por famílias americanas contra plataformas de redes sociais.

O julgamento deverá durar até o fim de março, quando o júri decidirá se o YouTube, de propriedade da Google, e o Instagram, da Meta, são responsáveis pelos problemas de saúde mental sofridos por uma jovem de 20 anos que utiliza as plataformas com frequência desde a infância.

O empresário defendeu que a Meta "está no caminho certo agora" em relação à verificação de idade e afirmou que novas ferramentas e métodos serão adicionados gradualmente. Zuckerberg também admitiu que "costumava ter metas relacionadas ao tempo", mas ressaltou que o objetivo da empresa sempre foi "construir serviços úteis que ajudem as pessoas a se conectar com quem gostam e a aprender sobre o mundo".

Os processos em Los Angeles ocorrem paralelamente a um caso semelhante em âmbito nacional, conduzido por um juiz federal em Oakland, que pode resultar em outro julgamento em 2026. A Meta também enfrenta ação judicial no Novo México, onde promotores acusam a empresa de priorizar o lucro em detrimento da proteção de menores contra predadores sexuais. .

Ansa - Brasil
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