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Wikipédia sai do ar na Itália em protesto contra norma da UE

Texto sobre copyright será votado na próxima quinta-feira

3 jul 2018
13h24
atualizado às 13h54
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A versão italiana da enciclopédia virtual Wikipédia ficará fora do ar até a próxima quinta-feira (5), para protestar contra uma diretiva sobre copyright que será votada no mesmo dia pelo Parlamento Europeu.

A proposta tem como objetivo harmonizar o quadro normativo da União Europeia sobre direitos autorais, mas se tornou alvo de críticas por supostamente ameaçar a liberdade de informação na internet.

Um dos artigos mais polêmicos obriga todas as plataformas online que publicarem links direcionados a páginas de caráter jornalístico a obter uma autorização prévia. Além disso, os sites de jornalismo poderiam cobrar uma taxa dessas plataformas.

Mensagem de protesto publicada na versão em italiano da Wikipedia
Mensagem de protesto publicada na versão em italiano da Wikipedia
Foto: Reprodução

Outro artigo diz respeito a páginas com conteúdo gerado pelos próprios usuários, que, se carregado dentro do território da UE, teria de ser verificado preventivamente, para evitar possíveis violações das normas de copyright.

"Tal diretiva, se promulgada, limitará significativamente a liberdade da internet. Ao invés de atualizar as leis sobre direitos de autor na Europa para promover a participação de todos na sociedade da informação, ela ameaça a liberdade online e cria obstáculos ao acesso à rede, impondo barreiras, filtros e restrições. Se a proposta for aprovada, pode se tornar impossível compartilhar um artigo de jornal nas redes sociais ou encontrá-lo em um motor de busca. A própria Wikipédia correria o risco de fechar", diz um texto postado na página italiana da enciclopédia virtual.

Após o início do protesto, uma porta-voz da Comissão Europeia informou que a Wikipédia e as enciclopédias online sem fins comerciais estão "automaticamente excluídas" das novas regras, assim como sites de museus, bibliotecas e de pesquisa científica.

No entanto, o porta-voz da Wikimédia Itália rebateu que a entidade "não se mobilizou para salvar a si mesma", mas para "defender a rede livre".

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Ansa - Brasil   

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