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Vice-premiê da Itália promete convencer governo sobre cidadania

Tajani quer criar restrições no princípio do 'jus sanguinis'

26 fev 2025 - 12h21
(atualizado às 12h52)
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O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, prometeu convencer o restante do governo a apoiar o projeto de lei que altera as regras de reconhecimento da cidadania no país.

    A iniciativa do partido conservador Força Itália (FI), presidido por Tajani, restringiria a cidadania por direito de sangue ("jus sanguinis") para ítalo-descendentes cujos pais, avós e bisavós tenham nascido fora do país europeu, mas sem afetar processos em andamento.

    Por outro lado, prevê o reconhecimento da cidadania para filhos de imigrantes nascidos na Itália, mas somente após o 16º aniversário e mediante a comprovação de pelo menos 10 anos de estudos no país. Esse sistema foi chamado pelo vice-premiê de "jus italiae" ("direito italiano").

    "Sou a favor de restringir de maneira séria a concessão de cidadania 'jus sanguinis', porque há muitas pessoas que, como têm um antepassado italiano, pedem para se tornar cidadãs italianas, ou melhor, pedem para ter o passaporte italiano", disse Tajani em entrevista à emissora La7.

    "Eu acredito que a cidadania seja uma coisa séria, tanto para quem tem origem italiana quanto para quem não tem. Então é preciso trabalhar seriamente, e convenceremos também o governo a restringir neste tema", sublinhou.

    Atualmente, não há limite geracional para o "jus sanguinis", enquanto filhos de imigrantes nascidos na Itália só podem obter a cidadania após os 18 anos. No entanto a premiê Giorgia Meloni já indicou que o projeto do FI não está entre as prioridades do governo. .

Ansa - Brasil
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