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Vice-premiê condena ameaças a Meloni e reforça que Itália não está em guerra com Irã

Tajani repudiou imagem que retrata premiê como alvo por morte de Khamenei

13 jul 2026 - 08h01
(atualizado às 08h45)
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O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, classificou como "inaceitáveis" as ameaças publicadas pelo jornal iraniano Hamshahri contra a primeira-ministra Giorgia Meloni, que foi incluída em uma lista de líderes considerados responsáveis pela morte do ex-líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.

Publicação mostra Meloni como alvo de regime iraniano
Publicação mostra Meloni como alvo de regime iraniano
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A declaração foi feita nesta segunda-feira (13), à margem da reunião do Conselho de Relações Exteriores da União Europeia, em Bruxelas.

Segundo Tajani, a publicação representa "um ataque inacreditável" à Itália. "A Itália não está em guerra com o Irã; por isso, não compreendemos esse ataque ao nosso país", afirmou.

O jornal iraniano incluiu Meloni em uma lista de líderes considerados responsáveis pela morte de Khamenei, o que provocou forte reação do governo italiano. Além dela, aparecem também o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ambos retratados com um alvo sobreposto às suas testas.

Durante sua declaração, Tajani também criticou qualquer tentativa de bloqueio do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte global de petróleo e gás.

De acordo com ele, a liberdade de navegação é um princípio essencial para a Itália e para a comunidade internacional.

"Defendemos a democracia. Defendemos a paz, mas também a liberdade de navegação. Por essa razão, o bloqueio de Ormuz é um erro gravíssimo. Não há tarifas alfandegárias nesse trecho de mar próximo ao Golfo, mas a liberdade de navegação é crucial para nós. É um ponto fundamental", afirmou.

Por fim, o ministro acrescentou que, nesse tema, o governo italiano apoia a posição dos Estados Unidos. "Nessa questão, apoiamos a posição americana em detrimento da iraniana", concluiu.

Ansa - Brasil
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