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Venezuela: manifestações seguem e interrompem ruas de Caracas

Uma grande manifestação foi convocada pela oposição para este sábado, 22, em vários pontos de Caracas

21 fev 2014 - 16h59
(atualizado às 18h16)
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Um velho carro-tanque foi queimado e colocado como monumento em rua de San Cristobal, capital do Estado de Tachira, na Venezuela, em 21 de fevereiro
Um velho carro-tanque foi queimado e colocado como monumento em rua de San Cristobal, capital do Estado de Tachira, na Venezuela, em 21 de fevereiro
Foto: AFP

As manifestações continuaram nesta sexta-feira em vários pontos de Caracas e do interior da Venezuela. Pneus queimados, pedaços de madeira, árvores e até lixo são usados para construir as barricadas que cercam alguns bairros e ruas da capital venezuelana. Algumas das principais vias da cidade estão interrompidas.

Ainda que as manifestações sejam bastante dispersas e que em alguns bairros e municípios a vida continue normalmente, sirenes de carros de polícia e do corpo de  bombeiros lembram constantemente que os protestos não estão muito longe. Pessoas vão ao trabalho ou passeiam pelas ruas com camisetas brancas e bandeiras, o uniforme dos protestos.

A elegante praça Altamira, no município de Chacao, em Caracas, se transformou em trincheira na última semana e, uma vez mais, foi palco de concentrações de opositores do presidente Nicolás Maduro na noite de quinta-feira. Na manhã de hoje, ônibus da empresa que realiza os transportes na região fechavam as principais vias de acesso ao bairro.

Cinegrafista entra no meio de protesto violento na Venezuela:

No interior do país, no estado de Táchira, na fronteira com a Colômbia, várias ruas e estradas estão interrompidas pelas manifestações e barricadas, mas também pelo exército. Manifestantes denunciam que estão há 16 dias sem acesso a internet. Segundo o ministério do Interior da Venezuela, 180 toneladas de escombros metálicos foram retirados das ruas da cidade nesta sexta-feira.

Em Barquisimeto, a segunda maior cidade da Venezuela, a imprensa e as redes sociais, relatam confrontos entre manifestantes e a polícia, que teria usado bombas de gás lacrimogênio. Em Valência, milhares de médicos saíram às ruas para manifestar.

A fiscal geral da República, Luisa Ortega, confirmou o número de oito mortos e 137 feridos nas manifestações em todo o país, em um programa de rádio nesta sexta-feira. Segundo Lígia Bolívar, do Centro de Direitos Humanos da Universidade Católica Andrés Bello, 199 pessoas estão detidas ou em liberdade condicional neste momento somente em Caracas.

<p>Pessoas protestam contra o governo de Nicolas Maduro em Caracas, em 21 de fevereiro</p>
Pessoas protestam contra o governo de Nicolas Maduro em Caracas, em 21 de fevereiro
Foto: AFP

Bairros populares

Mas as manifestações ainda não chegaram nos setores mais populares da capital venezuelana. Em bairros como Cátia, conhecido como reduto chavista, os moradores continuam suas vidas cotidianas. O ex-candidato a presidente e um dos principais líderes da oposição no país, Henrique Capriles, disse hoje à imprensa que se os bairros populares não forem incorporados às manifestações, nenhuma mudança política será feita.

<p>Homem passa por barricada colocada por manifestantes anti-governistas em Caracas, em 21 de fevereiro</p>
Homem passa por barricada colocada por manifestantes anti-governistas em Caracas, em 21 de fevereiro
Foto: AFP

As manifestações devem continuar durante todo o fim de semana. Simpatizantes do presidente Nicolás Maduro marcham na tarde de hoje no centro de Caracas. Já a oposição deve sair às ruas novamente no sábado. A Mesa Unidade Popular (MUD), principal organização de oposição convocou uma concentração para pedir o desarmamento dos coletivos armados “paramilitares” que, segundo a oposição, são responsáveis pela violência, e a liberação das pessoas presas nas manifestações dos últimos dias.

Fonte: Especial para Terra
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