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Vaticano abre arquivos do pontificado de Pio XII

Eugenio Pacelli foi acusado de fazer vista grossa ao Holocausto

20 fev 2020 - 09h32
(atualizado às 10h02)
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O Vaticano apresentou nesta quinta-feira (20) a abertura dos documentos de seu arquivo secreto relativos ao pontificado de Pio XII (1939-1958), já acusado de não ter se oposto à perseguição de judeus pelos nazistas.

Foto de arquivo mostra papa Pio XII com crianças mutiladas na guerra
Foto de arquivo mostra papa Pio XII com crianças mutiladas na guerra
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A iniciativa havia sido anunciada pelo papa Francisco há cerca de um ano, e os arquivos estarão disponíveis para historiadores a partir de 2 de março, aniversário da eleição de Eugenio Pacelli para o trono de Pedro.

"A Igreja não tem medo da história", garantiu o cardeal José Tolentino de Mendonça, arquivista e bibliotecário do Vaticano. "Colocando à disposição dos estudiosos esse corpo de documentos, a Igreja segue a linha de um secular compartilhamento com os especialistas, sem excluir ninguém por razões ideológicas, de fé ou nacionalidade. Todos são bem-vindos", disse.

Segundo o prefeito do Arquivo Apostólico, monsenhor Sergio Pagano, os documentos serão capazes de "esclarecer melhor" e "contextualizar" aspectos do pontificado de Pio XII, além de derrubar algumas "lendas". "Trabalhamos para que a fumaça se dissipe", acrescentou.

Pacelli é acusado de ter se omitido perante os horrores do Holocausto, especialmente por não ter condenado publicamente a matança de judeus na Segunda Guerra Mundial. Já o Vaticano alega que ele promoveu uma diplomacia de bastidores para salvar o maior número possível de pessoas, inclusive abrigando judeus em igrejas e conventos na Itália.

Ansa - Brasil
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