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Universidade marroquina veta estudantes com véu integral e causa protestos

13 mai 2016 - 20h17
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Dezenas de universitários na cidade marroquina de El Jadida, cerca de 200 quilômetros ao sul da capital Rabat, protestaram para denunciar que três estudantes com véu integral ("niqab") foram proibidas de entrar no campus da universidade.

Conforme informaram vários veículos da imprensa local nesta sexta-feira, os estudantes se manifestaram contra a decisão da administração da universidade, que na quinta-feira impediu três estudantes mulheres que usavam niqab de entrar nas dependências da instituição até mostrarem seus rostos para comprovar suas identidades.

Os manifestantes, que protestaram na tarde de quinta-feira, se negaram a entrar na universidade em solidariedade às colegas até que a administração universitária as deixou entrar.

O portal "Hespress.ma", que citou fontes da administração universitária, explicou que três estudantes puseram o véu integral desde o último periodo universitário, mas se recusaram a descobrir os rostos antes de entrar na residência.

A administração da universidade considerou um "lapso de segurança", já que impede o controle da identidade das pessoas que frequentam o local.

O site "eljadidaalaan.com" ressaltou que a União Nacional de Estudantes denunciou hoje em comunicado a proibição das estudantes de entrar na residência universitária porque "atenta de forma flagrante contra a liberdade pessoal das estudantes", ressaltou.

O uso do niqab no Marrocos é limitado, ao contrário do "hijab" (lenço que cobre somente a cabeça) que já é uma peça de roupa habitual nas instituições de ensino médio e nos campus universitários, como em geral nas ruas marroquinas. Os casos de exclusão das salas de aula por razões de vestimenta são raros.

EFE   
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