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Trump pede que Irã aja rapidamente sobre plano de cessar-fogo

26 mar 2026 - 10h06
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O presidente dos EUA, ‌Donald Trump, alertou o Irã na quinta-feira para "levar a sério" um acordo para pôr fim a quase quatro semanas de combates, depois que o ministro iraniano das Relações Exteriores disse que Teerã estava analisando a proposta dos EUA, mas que não havia conversas sobre o fim da guerra.

Os comentários de Trump foram feitos no momento em que o custo econômico e humanitário do conflito aumenta, com a escassez de combustível se espalhando por ⁠todo o mundo, fazendo com que empresas e países se esforcem para conter as consequências.

"Conversas indiretas" entre EUA e ‌Irã estão ocorrendo por meio de mensagens transmitidas pelo Paquistão, com outros países, incluindo a Turquia e o Egito, também apoiando os esforços de mediação, disse o ministro das Relações Exteriores do Paquistão.

Mas o ministro das ‌Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que isso não equivale ‌a uma negociação. "Mensagens sendo transmitidas por meio de nossos países amigos e nós respondendo, declarando nossas posições ⁠ou emitindo os avisos necessários, não é o que chamamos de negociação ou diálogo", disse Araqchi em uma entrevista à televisão estatal na quarta-feira.

"No momento, nossa política é continuar a resistência e defender o país, e não temos intenção de negociar", acrescentou.

Trump disse em uma postagem no Truth Social nesta quinta-feira que o Irã foi "militarmente obliterado, com zero chance de retorno", e estava "implorando" por um acordo.

Chamando os negociadores iranianos de "muito diferentes e 'estranhos'", ele acrescentou: "É ‌melhor eles levarem a sério logo, antes que seja tarde demais, porque quando isso acontecer, NÃO HÁ VOLTA, e não ‌será nada bonito."

POSIÇÕES MAXIMALISTAS

Embora os comentários ⁠de Araqchi tenham sugerido certa ⁠disposição de Teerã em negociar o fim da guerra se as exigências iranianas forem atendidas, essas conversas provavelmente seriam muito ⁠difíceis, dadas as posições maximalistas apresentadas por ambos os lados.

Uma proposta ‌de 15 pontos dos EUA para ‌encerrar o conflito, enviada ao Irã por meio do Paquistão, inclui exigências que vão desde o desmantelamento do programa nuclear do Irã e a contenção de seus mísseis até a entrega efetiva do controle do Estreito de Ormuz, de acordo com fontes e reportagens.

Mas o Irã endureceu sua posição desde o ⁠início da guerra, exigindo garantias contra futuras ações militares, compensação por perdas e controle formal do Estreito, segundo fontes iranianas. O Irã também disse a intermediários que o Líbano deve ser incluído em qualquer acordo de cessar-fogo, disseram fontes regionais.

Trump não identificou com quem os EUA estão negociando no Irã, com muitas autoridades de alto escalão entre as milhares de pessoas mortas em todo o ‌Oriente Médio desde que EUA e Israel atacaram o Irã em 28 de fevereiro. Desde então, o Irã lançou ataques contra Israel, bases dos EUA e Estados do Golfo.

ONDAS DE MÍSSEIS

O Irã lançou nesta quinta-feira várias ⁠ondas de mísseis contra Israel, disparando sirenes de ataque aéreo em Tel Aviv e outras áreas e ferindo pelo menos cinco pessoas.

No Irã, os ataques atingiram uma zona residencial na cidade de Bandar Abbas, ao sul, e um vilarejo nos arredores da cidade de Shiraz, ao sul, onde dois irmãos adolescentes foram mortos, informou a agência de notícias iraniana Tasnim. Um prédio de uma universidade em Isfahan teria sido atingido.

Autoridades israelenses afirmaram que Israel matou o comandante naval da Guarda Revolucionária do Irã e que ainda tinha muitos outros alvos em vista, enquanto enfraquecia as capacidades iranianas.

Ainda assim, Israel retirou Araqchi e o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, de sua lista de alvos após o Paquistão instar Washington a pressionar Israel para que não atacasse pessoas que pudessem ser parceiras de negociação, segundo uma fonte paquistanesa com conhecimento da discussão, em declaração à Reuters.

Um alto oficial da defesa israelense disse que Israel estava cético quanto à possibilidade de o Irã aceitar os termos propostos pelos EUA e temia que os negociadores norte-americanos pudessem fazer concessões.

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