Itália condena homem por ter levado arma a Trieste durante visita de papa Francisco
Tribunal descartou hipótese de atentado contra Jorge Bergoglio
O Tribunal de Trieste, na Itália, condenou a dois anos e quatro meses de prisão o homem considerado culpado por ter levado um revólver e 14 cartuchos para a capital de Friuli-Venezia Giulia na véspera da visita do papa Francisco à cidade em 2024.
Segundo informações de Il Piccolo, o réu Hazan Uzun, de 46 anos e natural da Turquia, foi condenado por porte ilegal de armas. Além da detenção, ele também deverá pagar 5 mil euros de multa.
Devido à viagem de Jorge Bergoglio a Trieste em 7 de julho de 2024, inicialmente, as investigações partiram de "um possível complô para atacar o Sumo Pontífice pelo grupo turco ISIS-K", como consta em uma nota nos autos do processo. No entanto, essa linha de apuração não foi confirmada, conforme esclareceu um comunicado da Procuradoria, e o réu respondeu apenas por porte ilegal de armas.
Após uma denúncia em 6 de julho daquele ano, os policiais encontraram uma mala com uma pistola com 14 cartuchos na principal estação ferroviária da capital, a qual teria sido abandonada por Uzun.
"A arma estava em um local movimentado, perto de um evento público, e estava carregada com munição. As investigações não revelaram nenhuma ligação com organizações terroristas, mas um vídeo de um tiroteio ocorrido em 2020 na Turquia, em uma boate que ele [Uzun] administrava na época, foi encontrado em seu celular", revelou a procuradora Cristina Bacer.
Mas conforme ressaltou a defesa, "nenhuma investigação foi realizada para detectar qualquer vestígio de Uzun na arma, e as câmeras mostraram dois indivíduos desconhecidos manuseando a mala por um minuto".
Os investigadores acreditam que as duas pessoas desconhecidas não têm relação com o incidente.
Uzun foi detido na Holanda pela Interpol em 3 de abril de 2025 e depois extraditado em 27 de junho para a Itália, onde permanece detido em isolamento em uma penitenciária de Trieste.