Trump diz que encontrará solução para guerra na Ucrânia e elogia Zelensky
Republicano declarou que seu homólogo europeu é um 'grande líder'
Na Assembleia Geral da ONU, Donald Trump reuniu-se com Volodymyr Zelensky, a quem chamou de "grande líder", prometendo solucionar a guerra na Ucrânia por meio de um acordo. Paralelamente, Zelensky buscou reforço na defesa com líderes europeus como Emmanuel Macron e Ursula von der Leyen. Em contrapartida, a União Europeia renovou sanções contra a Rússia por 36 meses, mas gerou fortes protestos de Kiev ao retirar os empresários russos Alisher Usmanov e Mikhail Fridman da lista restritiva.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, garantiu nesta terça-feira (22) que encontrará uma solução para a guerra na Ucrânia e elogiou seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, ao classificá-lo como um "grande líder".
O encontro entre o republicano e o mandatário europeu ocorreu em Nova York, nos Estados Unidos, à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
"Tenho uma relação muito próxima com a Ucrânia e seu presidente. Precisamos encontrar uma solução para a guerra, e a encontraremos. Os ucranianos são grandes lutadores e possuem um grande líder", disse Trump.
Sobre as negociações para colocar um ponto final no conflito do leste europeu, o magnata afirmou que Kiev fechará um acordo, mas ressaltou que não pode dizer qual será.
Além de Trump, Zelensky também se reuniu com os presidentes da França, Emmanuel Macron, e da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Entre os temas discutidos nos encontros estiveram a segurança da nação e o apoio às forças ucranianas.
"A Europa está trabalhando mais do que nunca para fortalecer a defesa da Ucrânia. Nosso novo programa de mísseis antibalísticos poderá ajudar a aumentar rapidamente a produção. Mais apoio à defesa de Kiev está a caminho. Em Nova York, minha mensagem para todos os líderes é clara: todos devemos intensificar nosso apoio à defesa da Ucrânia", escreveu a diplomata belga em suas redes sociais.
Paralelamente, após longas negociações, o bloco europeu chegou a um acordo político sobre a renovação das sanções individuais contra a Rússia. Segundo fontes, os empresários Alisher Usmanov e Mikhail Fridman não constam mais na nova lista de medidas da UE.
Assim que o procedimento escrito for concluído, espera-se que os países europeus aprovem a renovação do regime de sanções, que protege a integridade territorial da Ucrânia, por mais 36 meses, até 22 de setembro de 2029.
"A decisão de remover Usmanov e Fridman da lista de sanções é vergonhosa e injustificável. Moscou está comemorando porque conseguiu o que queria: uma sensação de impunidade, humilhação da UE e divisão entre os europeus", criticou o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha. .
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