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Trump critica mecanismo de votação nos EUA; Biden faz discurso de união na Geórgia

27 out 2020
19h18
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Atrás nas pesquisas de opinião, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou novamente o mecanismo eleitoral do país nesta terça-feira, dizendo que seria "inapropriado" dedicar tempo extra para contar as dezenas de milhões de cédulas colocadas pelo correio em sua disputa contra o democrata Joe Biden.

Trump faz comício em Michigan
27/10/2020
REUTERS/Jonathan Ernst
Trump faz comício em Michigan 27/10/2020 REUTERS/Jonathan Ernst
Foto: Reuters

Enquanto o republicano Trump lançava dúvidas sobre a votação por correspondência, Biden optou por uma mensagem de unidade em um comício no Estado da Geórgia como parte de uma incursão no território de campanha de Trump uma semana antes do dia da eleição em 3 de novembro.

A votação antecipada, tanto por correspondência quanto pessoalmente, atingiu níveis recordes, com os norte-americanos estimulados por uma eleição com muito em jogo, ao mesmo tempo em que procuram evitar a exposição ao coronavírus.

O enorme volume de votos pelo correio --mais de 45 milhões já foram enviados-- pode levar dias ou semanas para ser computado, dizem os especialistas, o que significa que o vencedor pode não ser declarado na noite de 3 de novembro, quando as urnas são fechadas.

"Seria muito, muito apropriado e muito bom se um vencedor fosse declarado em 3 de novembro, em vez de contar os votos por duas semanas, o que é totalmente inapropriado e não acredito que isso seja amparado por nossas leis", disse Trump a repórteres na Casa Branca antes de partir para um comício de campanha em Michigan. "Veremos o que acontece."

Trump tem sugerido repetidamente e sem mostrar evidências que uma elevação na votação por correspondência levará a um aumento na fraude, embora especialistas eleitorais digam que isso é raro nas eleições dos EUA. A votação por correspondência é uma característica antiga das eleições norte-americanas, e cerca de uma em cada quatro cédulas foi depositada dessa forma em 2016.

Autoridades democratas, ativistas e eleitores demonstram preocupação de que Trump não aceitará o resultado se perder. Biden chamou isso de seu maior medo.

Os democratas estão votando antecipadamente em maior número do que os republicanos este ano, de acordo com dados do Projeto Eleições dos EUA da Universidade da Flórida, mas alguns Estados não permitem que as autoridades sequer comecem a contá-los até o fechamento das urnas. Parar de contar no dia da eleição, como Trump sugere, pode dar ao republicano uma vantagem. Mais de 68,5 milhões de votos já foram enviados ou depositados até agora.

Em uma série de batalhas judiciais em todo o país, os republicanos estão tentando limitar o tempo que os eleitores têm para enviar as cédulas.

O ex-vice-presidente Biden, de 77 anos, tem uma vantagem sobre Trump, de 74, nas pesquisas nacionais, mas a disputa é mais acirrada em Estados-chave, incluindo Carolina do Norte, Flórida e Arizona, onde a eleição pode ser decidida.

Em outra demonstração de confiança em Biden, o ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg disse na terça-feira que vai gastar cerca de 15 milhões de dólares em publicidade na televisão no Texas e em Ohio nos próximos dias.

O ex-presidente Barack Obama também estava de volta à Flórida nesta terça para impulsionar a campanha de Biden, seu ex-vice-presidente.

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