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Tribunal da Nicarágua inabilita principal partido de oposição

Cidadãos pela Liberdade lutava contra 4ª reeleição de Ortega

7 ago 2021 - 12h34
(atualizado às 13h40)
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O Tribunal Superior Eleitoral da Nicarágua excluiu neste sábado (7) o partido Cidadãos pela Liberdade (CxL) da disputa das eleições presidenciais no país, que ocorrem em 9 de novembro. A sigla liderava a coalizão da oposição que tenta impedir o atual presidente, Daniel Ortega, de vencer a sua quarta eleição consecutiva.

Sobalvarro e Quezada eram apontados como os principais oponentes de Ortega
Sobalvarro e Quezada eram apontados como os principais oponentes de Ortega
Foto: EPA / Ansa - Brasil

Ortega, que tem sua mulher como vice-presidente, Rosario Murillo, é acusado constantemente de violar as regras democráticas para se manter no poder de maneira irregular. Com a exclusão do CxL, o mandatário agora não tem mais nenhum opositor para enfrentar no pleito.

A inabilitação do partido, que é de direita, foi pedida formalmente por outra sigla também de direita, o Partido Liberal Constitucionalista (PLC), que ainda se mantém na base de apoio de Ortega. A justificativa era que a presidente do CxL, Carmella Rogers, conhecida como Kitty Monterrey, tem dupla cidadania e isso é uma "clara violação da lei".

A decisão ocorreu ainda horas depois da candidata a vice-presidente do CxL, Berenice Quezada, ex-Miss Nicarágua 2017, ter sido presa sob a acusação de "terrorismo" por ter participado de protestos contra Ortega. Quezada estava na chapa com o contrarrevolucionário Óscar Sobalvarro, um dos líderes da luta armada contra os sandinistas na década de 1980.

Além do CxL, o tribunal eleitoral vetou de participarem da disputa outros dois partidos opositores, o Partido Conservador e o Partido para a Restauração Democrática.

Além disso, mais de 30 opositores foram presos nos últimos dois meses sob acusações de diversos escopos. Entre eles, está Cristiana Chamorro, filha da ex-presidente Violeta Barros Chamorro (1990-1997) e que era apontada como a principal rival de Ortega nas eleições de novembro. .

Ansa - Brasil
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