Talibã anuncia a morte de fundador da Rede Haqq
Jalaluddin Haqqani sofria de mal de Parkinson
O fundador da rede terrorista Haqqani, Jalaluddin Haqqani, morreu na última segunda-feira (3) aos 71 anos, por sofrer de uma "grave doença", segundo anúncio do grupo terrorista afegão Talibã nesta terça-feira (4).
A organização, que já foi aliada dos Estados Unidos na década de 1980, está paralisada há 10 anos e é comandada desde 2011 por um dos 12 filhos do líder, Sirajuddin Haqqani, que também é membro do Talibã.
Durante o governo de Ronald Reagan (1981-1989), os Estados Unidos apoiaram o grupo na luta para expulsar tropas soviéticas no Afeganistão. No final da década, Moscou negociou a saída do país, o que desmantelou o governo comunista no país e abriu espaço para o grupo jihadista "mujahideen" assumir o poder.
A Rede Haqqanni se aliou ao Talibã em 1996 para expulsar as tropas mujahideen, em um confronto que causou destruição em Cabul, a capital afegã. Desde então, as duas organizações passaram a combater tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e da Organização das Nações Unidas (Onu) até que, em 2012, os Estados Unidos passaram a considerar o grupo uma organização terrorista.
Haqqani era amigo do fundador da Al Qaeda, Osama Bin Laden, morto em 2011, que é o mentor dos ataques de 11 de setembro de 2001 ao World Trade Center, em Nova York. O saudita chegou a buscar refúgio nos acampamentos do grupo no Paquistão. Um dos ataques mais recentes da organização aconteceu em maio de 2017, quando um caminhão-bomba explodiu em Cabul e provocou a morte de 150 pessoas.
Nascido na província afegã de Paktia, Haqqani pertencia à tribo Jadran e viveu na região do Wasitristão, no Paquistão, a maior parte de sua vida. O líder terrorista sofria de mal de Parkinson e por isso teve de passar o comando da organização para seu filho em 2011.