Suriname e Guiana avaliam possível interconexão de gás, diz Staatsolie
Um gasoduto entre os vizinhos Guiana e Suriname para transportar gás de seus projetos offshore seria de "grande interesse" para aumentar a disponibilidade do combustível, disse nesta quarta‑feira o diretor‑geral da estatal surinamesa Staatsolie, Annand Jagesar.
Ambos os países estão desenvolvendo separadamente suas indústrias de petróleo e gás em alto-mar, com um consórcio liderado pela Exxon Mobil expandindo rapidamente a produção de petróleo bruto e buscando iniciar a produção de gás não associado na Guiana nos próximos anos.
No Suriname, um consórcio liderado pela TotalEnergies deve começar a produzir petróleo em 2028 por meio do projeto Gran Morgu, de US$12 bilhões, enquanto um desenvolvimento separado de gás natural avança rumo à decisão final de investimento.
Guiana e Suriname discutem possíveis projetos de integração há anos como parte de um "corredor de energia" que poderia incluir também a Guiana Francesa e o Brasil, mas ainda não foram dados passos concretos.
Jagesar disse, em uma conferência em Georgetown, que o projeto de gás Sloanea da Petronas, no Bloco 52 offshore, deve ter decisão final de investimento neste ano, depois que a companhia malaia e a Staatsolie o declararam comercial em 2025.