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Suicidas com bombas estão sentados entre reféns de trem no Paquistão, diz governo

12 mar 2025 - 10h49
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Militantes usando coletes suicidas estão sentados entre os passageiros mantidos como reféns em um sequestro de trem no sudoeste do Paquistão, disse o governo na quarta-feira, dificultando os esforços de resgate à medida que se aproxima o prazo estabelecido pelos agressores para começar a matar pessoas.

Dezenas de militantes separatistas do Baluchistão explodiram um trilho de trem e lançaram foguetes na terça-feira contra o Jaffar Express, que transportava mais de 400 passageiros, informou uma autoridade de segurança. Até o momento, 190 deles foram resgatados, segundo autoridades do governo.

Centenas de soldados e equipes em helicópteros foram convocados para o esforço de resgate dos reféns na remota área montanhosa onde o trem foi parado. O condutor do trem e vários outros já foram mortos, segundo as autoridades.

Mas os militantes do Exército de Libertação do Baluchistão (BLA), com bombas amarradas ao corpo, estavam sentados ao lado dos passageiros, disse o ministro do Interior Talal Chaudhry à Geo TV.

"Eles estão usando coletes suicidas e ... isso está dificultando o resgate", afirmou ele.

"A operação está sendo conduzida com muito cuidado para que nenhum dano seja infligido aos reféns, às mulheres e às crianças."

Ele disse que cerca de 70 a 80 agressores sequestraram o trem.

O grupo ameaçou começar a executar os reféns, a menos que as autoridades cumpram seu prazo de 48 horas para a libertação de prisioneiros políticos, ativistas e pessoas desaparecidas que, segundo ele, foram sequestrados pelos militares. O grupo disse que metade desse prazo já havia se esgotado.

O BLA é o maior de vários grupos armados étnicos que lutam contra o governo no Baluchistão, que faz fronteira com o Afeganistão e o Irã.

No que antes era uma insurgência de baixo nível, nos últimos meses os militantes intensificaram suas atividades usando novas táticas para infligir um alto número de mortes e feridos e atacar os militares do Paquistão.

Os grupos militantes do Baluchistão dizem que lutam há décadas por uma participação maior na riqueza regional de minas e minerais negada pelo governo central.

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