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Submarino sofreu explosão por hidrogênio, diz Argentina

28 nov 2017
18h17
atualizado às 18h22
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A explosão que ocorreu no submarino militar argentino desaparecido no Atlântico Sul há quase duas semanas foi causada por um acúmulo de hidrogênio após um curto-circuito em suas baterias da proa, disse nesta terça-feira um porta-voz da Marinha da Argentina.

Membros da Marinha dos EUA fazem buscas por submarino argentino
 26/11/2017      Divulgação
Membros da Marinha dos EUA fazem buscas por submarino argentino 26/11/2017 Divulgação
Foto: Reuters

O ARA San Juan e seus 44 tripulantes enviaram seu último sinal na quarta-feira, 15 de novembro, a 430 quilômetros da costa patagônica, apenas horas antes que fosse detectada na região uma suposta explosão submarina que foi identificada na semana passada. Muitos familiares deram como morta a tripulação.

"Interpretamos que essa explosão foi por conta de uma concentração de hidrogênio", disse Enrique Balbi, porta-voz da Marinha da Argentina, que explicou que as baterias elétricas do submarino geram constantemente este elemento químico, que deve ser expelido da embarcação por ser potencialmente explosivo.

Famílias dos tripulantes do submarino reagem à notícia de explosão

Na segunda-feira, o porta-voz disse que em seus últimos contatos o ARA San Juan - que é intensamente procurado por uma ampla operação internacional - havia sofrido uma infiltração de água através de seu "snorkel", que alcançou as baterias, o que gerou um princípio de incêndio, que foi controlado.

 As buscas pela embarcação se concentram em uma área circular de cerca de 4.070 quilômetros quadrados no Atlântico Sul, seguindo a pista da explosão detectada, em um grande esforço no qual participam dezenas de navios e aviões de diversos países, entre eles Estados Unidos, Reino Unido e Brasil.

"É a zona de maior probabilidade de ocorrência onde pode estar o submarino se estiver caído no fundo", disse Balbi, que acrescentou que más condições climáticas nesta região do oceano estavam dificultando o avanço da operação. Especialistas consideram que o submarino pode ter descido a 3 mil metros de profundidade caso tenha alcançado a zona de declive continental.

Apesar dos indícios de que o ARA San Juan - um submarino TR-1700 produzido na Alemanha na década de 1980 - teve um final trágico, alguns familiares dos tripulantes seguem se agarrando à esperança.

"Estamos todos juntos e unidos para nos dar esperança e que estejamos fortes", disse Marta Vallejos, irmã do segundo sargento Celso Vallejos, que estava a bordo da embarcação desaparecida, na base naval do balneário Mar del Plata, onde o submarino deveria ter chegado há mais de uma semana.

 

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