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Leão XIV diz ter 'fome de justiça' e pede eliminação das causas da pobreza

Papa almoçou com cerca de 200 pessoas em situação de vulnerabilidade

11 jul 2026 - 10h03
(atualizado às 10h25)
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O papa Leão XIV afirmou neste sábado (11) que tem "fome de justiça" e defendeu a necessidade de eliminar as causas da pobreza e das injustiças no mundo.

A declaração foi feita durante um almoço no Borgo Laudato Si', em Castel Gandolfo, com cerca de 200 pessoas em situação de vulnerabilidade assistidas pela Diocese de Roma.

"Vim sem um discurso preparado, mas com fome ? fome de justiça, fome de caridade autêntica, fome de uma Igreja que saiba verdadeiramente abrir as suas portas, acolher e receber a todos", disse o Pontífice ao cumprimentar os convidados.

Segundo Leão XIV, a Igreja deve ser "um lugar onde haja amor por todos e ninguém seja inimigo", além de promover a reconciliação e o perdão da paz.

O Papa também expressou o desejo de que sejam eliminadas "as causas da pobreza" e "da injustiça que ainda existem no nosso mundo".

Durante o encontro, Leão XIV destacou o significado de um dos títulos atribuídos ao Papa: "pontífice", entendido como "construtor de pontes".

Para ele, a iniciativa em Castel Gandolfo representa uma forma de aproximar pessoas em situação de fragilidade da sociedade, em busca de uma convivência baseada na justiça.

"Hoje, nós também gostaríamos de construir uma ponte ? conectando todos vocês e suas famílias à sociedade na qual desejamos viver. Mas viver na justiça", afirmou.

Leão XIV ressaltou ainda que momentos de encontro e partilha, como o almoço comunitário, ajudam a construir "um mundo de esperança e de luz" diante de uma realidade marcada muitas vezes pela violência, pelo ódio e pela discriminação.

"Quando nos reunimos, quando vivenciamos esse espírito de encontro ? todos juntos à mesa, a única mesa onde Jesus também está presente conosco ? estamos verdadeiramente construindo um mundo diferente", declarou.

De acordo com o Papa, é necessário todos trabalharem juntos e se esforçarem "para viver sempre esta experiência de Igreja, de justiça, de paz e de amor".

Entre os convidados que se sentaram à mesa com o Papa estavam refugiados e pessoas acompanhadas por instituições de apoio social. Irene, refugiada da Tanzânia, participou do encontro com seus dois filhos, de 7 e 5 anos.

Também estiveram presentes um ucraniano acolhido por uma paróquia de Roma e Isabel, refugiada do Peru e estudante universitária apoiada pelo Centro Astalli.

Outro convidado foi Conde, do Sudão, que concluiu um curso de formação profissional em confeitaria no próprio Borgo Laudato Si'. Um italiano acompanhado por uma paróquia romana também participou da mesa com o Pontífice.

Os demais convidados ficaram acomodados em uma grande mesa coletiva, que se estendia por dezenas de metros. Antes do almoço, Robert Prevost cumprimentou alguns participantes e, seguindo o gesto realizado em ocasião semelhante no ano anterior, é esperado que cumprimente os demais após a refeição.

O almoço foi organizado nos Jardins Pontifícios de Castel Gandolfo, com uma longa mesa decorada com flores e preparada para receber as famílias e grupos acompanhados por organizações beneficentes, como a Cáritas e o Centro Astalli.

Ao final da ocasião, Leão XIV pediu a bênção de Deus sobre os presentes, sobre o alimento e sobre "esta mesa partilhada" que, segundo ele, simboliza uma Igreja voltada para a justiça, a paz e o amor.

Ansa - Brasil
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