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Síria acolhe a resolução da ONU para investigar violações de direitos humanos

4 abr 2025 - 18h18
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A Síria recebeu bem uma resolução das Nações Unidas nesta sexta-feira para investigar violações e melhorar o registro de direitos humanos do país após a guerra civil de 13 anos travada pelo regime do ex-presidente Bashar al-Assad.

A resolução, que pede que o novo governo da Síria apoie as investigações sobre os crimes cometidos durante o conflito iniciado em 2011, foi aprovada sem oposição no Conselho de Direitos Humanos em Genebra nesta sexta-feira.

Isso indica uma mudança no apoio dos 47 países membros do conselho em relação ao novo governo da Síria e seus esforços para melhorar seu histórico de direitos.

"Esse apoio internacional serve como um forte incentivo para continuar o caminho da reforma", disse o embaixador da Síria na ONU em Genebra, Haydar Ali Ahmad, ao conselho.

Os rebeldes liderados pelo atual presidente do novo governo de transição, Ahmed al-Sharaa, tomaram a capital Damasco em dezembro. Assad fugiu para a Rússia, após 13 anos de guerra civil que levou ao desaparecimento de mais de 100.000 pessoas e à tortura e ao uso armas químicas pelo regime.

Sob pressão para mostrar que está virando uma nova página em relação ao antigo regime, o novo governo da Síria saudou a resolução desta sexta-feira.

"Estamos orgulhosos da participação positiva e construtiva da Síria na elaboração da resolução pela primeira vez", disse o ministro das Relações Exteriores da Síria, Asaad al-Shibani, em uma declaração publicada no X.

Os membros do conselho saudaram o engajamento da Síria nesta sexta-feira e pediram que o país cumpra os compromissos da resolução, incluindo uma Comissão de Inquérito sobre crimes graves desde o início da guerra.

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