Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Separatistas ucranianos farão referendos de anexação à Rússia

Lugansk, Donetsk, Kherson e Zaporizhzhia terão votação neste mês

20 set 2022 - 13h07
(atualizado às 13h37)
Compartilhar
Exibir comentários

Os "parlamentos" das autoproclamadas regiões de Donetsk e Lugansk e o governo da Rússia anunciaram nesta terça-feira (20) a realização de referendos de anexação das áreas separatistas a Moscou entre os dias 23 e 27 de setembro.

Regiões separatistas vão fazer referendo de anexação
Regiões separatistas vão fazer referendo de anexação
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

No caso de Lugansk e Donetsk, a decisão será apenas pela adesão unilateral ao território russo. Já em Kherson e Zaporizhzhia, regiões ocupadas por tropas russas desde o início da guerra na Ucrânia em fevereiro, a votação prevê a "criação de um Estado e a sua anexação à Rússia".

Diferentemente das demais, a votação em Zaporizhzhia ocorrerá em um único dia, em 23 de setembro.

O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitri Medvedev, afirmou que os referendos, especialmente na região do Donbass - que engloba Donetsk e Lugansk - "são de grande importância não apenas para a proteção sistêmica dos moradores" como também para a "reparação histórica" da "invasão no território da Rússia".

Já o ministro das Relações Exteriores, Dmytro Kuleba, afirmou que os referendos "são falsos e não mudarão nada".

"E nem vão causar uma 'mobilização' híbrida. A Rússia é e continua a ser um agressor que ocupa ilegalmente parte dos territórios ucranianos. A Ucrânia tem todo o direito de libertar os próprios territórios e continuará a libertá-los - seja qualquer coisa dita pela Rússia", afirmou o chanceler referindo-se às conquistas durante a contraofensiva iniciada no mês de setembro.

Entre as reações internacionais, o chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, chamou as votações de "farsa da Rússia" e que os anúncios "são inaceitáveis".

O comissário europeu para Economia, Paolo Gentiloni, também criticou a situação e disse que "anexar territórios ocupados com armas é um insulto à democracia e às Nações Unidas". .

Ansa - Brasil
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade