Senado dos EUA aprova novas sanções contra Rússia e Irã
Projeto de lei mira setor energético de ambos, além de permitir novas tarifas
O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira (7), por ampla maioria, uma medida para impor novas sanções à Rússia e ao Irã, após um turbulento processo que durou meses.
O projeto de lei recebeu o nome do falecido senador Lindsey Graham, que morreu em 11 de julho após passar mais de um ano angariando apoio para a proposta. Pouco antes de falecer, Graham anunciou ter chegado a um acordo com a Casa Branca sobre uma versão revisada do texto.
A medida visa sancionar os principais compradores de petróleo e gás russos, além de prever sanções adicionais contra líderes russos, seus familiares e oligarcas.
O texto aprovado também permite que o presidente Donald Trump aplique tarifas de até 500% sobre importações da Rússia, incluindo gás e petróleo. Outro ponto crucial é que o chefe de Estado americano poderá impor taxas de até 100% sobre produtos provenientes de grandes compradores de petróleo e gás russos, incluindo países como China e Índia.
Defensores do projeto de lei afirmam que cortar as receitas provenientes do setor energético é essencial para enfraquecer a capacidade do presidente russo, Vladimir Putin, de financiar a guerra na Ucrânia, que já dura mais de quatro anos.
Caso a medida se torne lei, o próprio Putin estaria entre os alvos das sanções, assim como outras autoridades do alto escalão de Moscou.
Após uma solicitação de última hora de Trump, os senadores estenderam as penalidades também aos setores de armamentos e de energia do Irã, atualmente em guerra contra os EUA.
O projeto de lei americano foi celebrado na União Europeia.
"Após o 21º pacote da UE [de sanções contra a Rússia], saúdo a aprovação da proposta 'Graham' pelo Senado dos EUA, que homenageia um firme defensor do poder das sanções coordenadas para enfraquecer a máquina de guerra da Rússia", escreveu a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no X.
"Juntos, estamos esgotando os meios da Rússia de continuar uma guerra que ela não pode vencer. Por meio de sanções direcionadas e complementares, a Europa e os EUA podem demonstrar, mais uma vez, o que parceiros históricos conseguem alcançar quando agem em conjunto", acrescentou a líder europeia.
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