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Facções PCC e CV entram na mira da coalizão 'Escudo das Américas' após pedido de Trump

Presidente dos EUA fundou grupo com aliados na América Latina para combater cartéis e narcotraficantes

22 set 2026 - 21h16
(atualizado às 21h17)
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Donald Trump durante discurso na Assembleia Geral da ONU
Donald Trump durante discurso na Assembleia Geral da ONU
Foto: Reprodução/X/@SecRubio

Durante sua participação na Assembleia Geral da ONU, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avançou as articulações do seu governo com outros países da América Latina e assinou um acordo conjunto com uma série de medidas contra facções criminosas e cartéis, entre os quais estão o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), que atuam no Brasil. A coalizão “Escudo das Américas” lançou um pacote de medidas contra 24 organizações. 

A Aliança encabeçada pelos EUA é formada por países da América do Sul, como Argentina, Chile, Bolívia, Colômbia, Paraguai, Equador e Peru. O Brasil não faz parte da coalizão, apesar de estar no centro das discussões por conta da atuação do PCC e do CV em território nacional. O documento assinado pelos países durante a Assembleia Geral da ONU trata as facções narcotraficantes como “ameaças compartilhadas”.

O texto cita que medidas serão tomadas contra qualquer membro que mantenha associação com os grupos organizados ou que forneça apoio material, administrativo e logístico às facções nomeadas na lista. Entre as ações estão o congelamento de ativos, restrições de imigração e de visto e a responsabilização criminal de indivíduos associados.

A assinatura do acordo segue o tom do discurso de Donald Trump durante a Assembleia da ONU. O presidente dos EUA citou os grupos como uma ameaça “narcoterrorista” e comparou a atuação desses grupos com o Estado Islâmico. “Lançamos o poder das Forças Armadas dos EUA para eliminar gangues e cartéis de drogas sangrentos. Os cartéis são o Estado Islâmico do Hemisfério Ocidental. São inimigos em guerra contra a civilização e por isso eles devem ser mortos, exilados ou detidos", disse Trump. 

O texto assinado pela coalizão Escudo das Américas afirma que os cartéis e facções são ameaças universalmente compartilhadas pelos países da América Latina e que “põem em risco a paz e a segurança do hemisfério, bem como a segurança e a prosperidade de nossos cidadãos”. A Aliança afirma seguir pilares com “ações individuais e coletivas para enfrentar o flagelo do narcoterrorismo". Outra ação do grupo é a inclusão de traficantes do PCC e do CV na lista de terroristas globais, mesmo que essa nomenclatura não seja adotada no Brasil.

Além dos países sul-americanos, ainda assinaram o acordo Costa Rica, República Dominicana, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá e Trinidad e Tobago, além dos Estados Unidos. No total, 15 nações formam o grupo liderado por Donald Trump.

Trump contra ‘interferências externas’ e Brasil marca território

O discurso sustentado por Trump em seu governo e replicado na Assembleia Geral da ONU, é de eliminar qualquer tipo de “interferência no Hemisfério Ocidental”, indicando um combate às atuações da China e Rússia, vistos como países rivais dos EUA. O chefe do executivo norte-americano já afirmou que não descarta a chance de utilizar seu poderio militar para combater a “ameaça”.

Antes de Trump se pronunciar na Assembleia da ONU, Lula abriu o plenário com um discurso de fortalecimento da soberania brasileira. O presidente chegou a afirmar que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém", indo contra as falas de integrantes do governo trumpista que buscam associar a América Latina a uma extensão dos Estados Unidos fora da América do Norte, principalmente durante o segundo mandato do político, que começou em janeiro de 2025.

Fonte: Portal Terra
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