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Governo Trump planeja admitir principalmente afrikaners sob nova proposta para refugiados

22 set 2026 - 20h31
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Resumo
O governo Trump planeja fixar o teto de refugiados em 17.500 para os próximos 12 meses, priorizando a minoria branca afrikaner sob a alegação de perseguição racial na África do Sul, que nega as acusações. Com custo estimado em US$ 500 milhões, a medida visa facilitar a assimilação e poupar recursos públicos. A iniciativa, que quase monopolizou as admissões recentes após a suspensão geral do programa, gerou fortes críticas de defensores dos direitos humanos pela exclusão de outros povos em risco.

O governo ‌Trump planeja estabelecer um teto de admissão de refugiados de 17.500 nos próximos 12 meses, composto "principalmente" por sul-africanos pertencentes à minoria étnica branca dos afrikaners, de acordo com um comunicado enviado ao Congresso ⁠nesta terça-feira.

O presidente dos EUA, Donald Trump, alegou ‌que os afrikaners enfrentam perseguição por motivos raciais nesse país de maioria negra, alegações que ‌o governo sul-africano nega.

Trump suspendeu ‌todas as admissões de refugiados nos EUA ⁠quando assumiu o cargo em janeiro de 2025, afirmando que elas só seriam retomadas se fosse do interesse do país. Semanas depois, ele começou uma iniciativa para trazer afrikaners, o que gerou ‌críticas de defensores dos refugiados, que condenaram a ‌exclusão de pessoas ⁠de outras ⁠nacionalidades que fogem da perseguição e da violência.

O comunicado enviado ⁠pelo Departamento de ‌Estado a autoridades ‌do Congresso afirmou que "prevê que os afrikaners da África do Sul se assimilarão plenamente aos Estados Unidos de uma forma que preserve os ⁠recursos dos contribuintes para os cidadãos americanos".

O reassentamento dentro do limite proposto deve custar aproximadamente US$500 milhões, segundo o comunicado.

Todas, exceto três, das quase 3.000 pessoas ‌admitidas como refugiadas no atual ano fiscal, que termina em 30 de setembro de 2026, eram ⁠sul-africanas, de acordo com dados do Departamento de Estado até agosto.

No ano fiscal de 2024, em contrapartida, o governo Biden acolheu mais de 100 mil refugiados de dezenas de países.

"Um programa de refugiados que privilegia um grupo e deixa todos os outros de lado é uma renúncia à nossa liderança humanitária global e um abandono de milhares de famílias vulneráveis", afirmou Krish O'Mara Vignarajah, presidente da Global Refuge, em comunicado.

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