República Centro-Africana fecha mina informal após desabamento que matou ao menos 49 pessoas
O governo da República Centro-Africana suspendeu as atividades de uma mina de ouro informal em Zamboye após um desabamento fatal deixar ao menos 49 mortos, entre centro-africanos, camaroneses e chadianos, havendo relatos locais de mais de 100 vítimas. As operações de resgate continuam, e o caso evidencia a constante falta de segurança e fiscalização na mineração artesanal na África, setor que os vizinhos Camarões agora tentam formalizar para evitar novas tragédias e ampliar a arrecadação.
Autoridades da República Centro-Africana ordenaram o fechamento de uma mina de ouro artesanal próxima à fronteira com os Camarões, depois que o ministro de Minas informou que 49 pessoas morreram no local em um desabamento fatal.
O ministro das Minas, Rufin Benam Beltoungou, disse que o governo suspenderia formalmente as atividades no local, em Zamboye, até segunda ordem, após o desastre ocorrido na terça-feira.
Segundo Beltoungou, entre os mortos estavam 35 centro-africanos, 12 camaronenses e dois chadianos.
Uma autoridade de alto escalão de uma associação mineira local havia afirmado na quarta-feira que mais de 100 pessoas teriam morrido. Um promotor informou que os esforços de resgate continuavam e que o número de vítimas ainda estava sendo apurado.
A mineração artesanal é uma fonte vital de trabalho e renda em toda a África, mas as operações informais costumam funcionar com supervisão limitada, medidas de segurança inadequadas e pouca capacidade de resposta a emergências, o que torna frequentes os desabamentos e outros acidentes fatais.
Os Camarões se comprometeram a formalizar parte do setor, buscando melhorar a regulamentação, a segurança e a arrecadação de impostos.
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