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China condena fundador da gigante imobiliária Evergrande à prisão perpétua

Empresa terá de pagar multas equivalentes a 12 bilhões de reais

20 ago 2026 - 12h38
(atualizado às 13h14)
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Resumo
O fundador da gigante imobiliária chinesa Evergrande, Xu Jiayin, foi condenado à prisão perpétua pelo Tribunal de Shenzhen por crimes como fraudes financeiras, uso indevido de fundos e pagamento de propinas entre 2016 e 2021. A decisão inclui a apreensão de seus bens e a perda de direitos políticos. A empresa, que entrou em colapso em 2021, foi multada em cerca de R$ 12 bilhões por inflar ativos e ocultar passivos. Outros cinco executivos da companhia receberam penas de 6 a 18 anos de prisão.

O fundador do colosso imobiliário chinês Evergrande, Xu Jiayin, de 67 anos, foi condenado à prisão perpétua por uma série de crimes financeiros ligados à maior crise da história do setor no gigante asiático.

Xu Jiayin comandava o maior império imobiliário da China
Xu Jiayin comandava o maior império imobiliário da China
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Xu, conhecido como Hui Ka Yan em cantonês, havia se declarado culpado de oito acusações em abril passado, incluindo uso impróprio de fundos, contratação ilícita de empréstimos públicos e fraudes em investimentos.

Além da prisão perpétua, a condenação imposta pelo Tribunal de Shenzhen prevê a apreensão de todos os bens pessoais e a revogação vitalícia dos direitos políticos do executivo.

O Grupo Evergrande era a principal empresa do setor imobiliário na China e surfou durante anos no boom do mercado no gigante asiático. Em 2021, no entanto, a companhia entrou em default por não conseguir pagar empréstimos, na esteira de uma política imposta pelo governo para restringir o crédito e a especulação financeira. O Tribunal de Shenzhen também condenou a companhia e seu braço de real estate a pagar multas que totalizam 15,82 bilhões de yuanes, o equivalente a R$ 12 bilhões.

Segundo a corte, entre 2016 e 2021, a Evergrande e Xu "violaram leis nacionais ao praticar fraude financeira contínua e em larga escala, além de utilizar outros meios para inflar ativos e ocultar passivos". Isso inclui fraudes na coleta de investimentos, emissão fraudulenta de títulos e divulgação irregular de fatos relevantes.

Xu também teria pagado propinas para que instituições financeiras concedessem créditos para a Evergrande. Outros cinco executivos de alto escalão do grupo foram condenados a penas que vão de seis a 18 anos de prisão.  

Ansa - Brasil
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