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Região da Flórida atingida pelo Irma não registrava um furacão desde 1921

Cidade de Tampa, com mais 3 milhões de habitantes, tida como a mais vulnerável dos EUA para tempestades de grande porte, está na rota de furacão, que, para alívio das autoridades, perdeu força.

11 set 2017 - 11h42
(atualizado às 13h06)
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Skyline de Tampa
Skyline de Tampa
Foto: BBC News Brasil

A cidade de Tampa, no Estado americano da Flórida é conhecida internacionalmente pela presença de parques temáticos que rivalizam com os da famosa Orlando.

Mas entre meteorologistas nos EUA, a fama da cidade é outra: é tida como cidade mais vulnerável do país para furacões.

Por isso, quando ficou claro para os especialistas que Tampa estava na rota do furacão Irma, a preocupação das autoridades foi geral. Ainda que, curiosamente, a cidade tenha sido atingida pela última vez por uma tempestade do gênero há quase 100 anos, em 1921.

Naquela época, porém, Tampa tinha apenas 50 mil habitantes, vivendo de forma esparsa. Hoje, é um metrópole costeira densamente populada (3 milhões de habitantes) ao logo de uma extensa costa cuja vulnerabilidade a furacões é potencializada pela presença de águas rasas e a geografia de sua baía, que facilita inundações - e 50% dos habitantes de Tampa vivem em terrenos com elevação menor que 3 metros, segundo um estudo da firma de avaliação de risco KCC.

Muitas residências e escritórios ficam perto da costa e há pouca proteção disponível para o caso de tempestades e ciclones chegando do mar.

Caminho do furacão
Caminho do furacão
Foto: BBC News Brasil

"A área metropolitana é a mais vulnerável dos Estados Unidos para enchentes e danos se um furacão atingir a cidade diretamente", diz um artigo recente do jornal americano Washington Post sobre a cidade.

O jornal cita um estudo divulgado em 2010 pelo Departamento de Planejamento do município para saber o que aconteceria se um furacão da categoria 5 atingisse a região.

O estudo, segundo o Washington Post, previu que os ventos destruiriam quase meio milhão de casas e escritórios, que cerca de 2 milhões de moradores necessitariam de atendimento médico e que mais de 2 mil pessoas perderiam suas vidas.

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Nesse ponto, a notícia de que Irma chegou à região com bem menos força que no Caribe foi um certo alívio para as autoridades.

Carro parcialmente submerso em Miami
Carro parcialmente submerso em Miami
Foto: BBC News Brasil

O mais recente boletim meteorológico do governo americano explica que Irma foi "rebaixado" para a categoria 1, a mais baixa para furacões, mas que ainda assim tem ventos de 120 km por hora.

Mais de 3,4 milhões de domicílios na Flórida estão sem luz e gás e Miami teve inundações. Até agora, pelo menos quatro mortes foram registradas.

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O total de fatalidades, porém, deve aumentar, algo reforçado pela recusa do diretor para Gerenciamento de Emergências da Flórida, Bryan Koon, em confirmar ou negar relatos de danos extensivos causados pelo furacão.

A passagem de Irma por dez países caribenhos deixou pelo menos 28 mortos.

Carro passa por palmeiras derrubadas em Miami
Carro passa por palmeiras derrubadas em Miami
Foto: BBC News Brasil

O furacão chegou à Flórida na tarde de domingo, com ventos de 190 km/h atingindo Marco Island, na costa oeste do Estado.

Mais de 6 milhões de pessoas no Estado receberam instruções para deixar suas casas.

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Os dois principais aeroportos, Fort Lauderdale-Hollywood e Miami International, estão fechados. Em Miami, a polícia determinou toque de recolher para coibir saques.

Segundo uma avaliação do banco Credit Suisse, os prejuízos podem passar de US$ 100 bilhões.

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