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Quase todos os médicos cubanos já voltaram, diz Díaz-Canel

21 dez 2018 15h40
| atualizado às 16h24
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O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, disse que mais de 90 por cento dos médicos cubanos que trabalharam no Brasil voltaram ao país desde que Havana decidiu romper um acordo de cooperação devido às tensões com o novo governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro.

Médicos cubanos são recebidos em Havana após deixar o Brasil
 23/11/2018    REUTERS/Fernando Medina
Médicos cubanos são recebidos em Havana após deixar o Brasil 23/11/2018 REUTERS/Fernando Medina
Foto: Reuters

Na quinta-feira a imprensa estatal noticiou um ato de homenagem aos médicos que participaram do programa "Mais Médicos" e regressaram do país comandado por Díaz-Canel.

Em novembro Cuba retirou seus médicos porque Bolsonaro questionou suas qualificações e disse que estavam realizando "trabalho escravo" por ficar com 75 por cento de seus salários.

"Vocês são um símbolo do país que os formou e dão mostras do tipo de homens e mulheres a que aspiramos na sociedade cubana", disse Díaz-Canel.

O mandatário revelou que, dos 8.471 médicos que se encontravam no Brasil, 7.635 voltaram, "mais de 90 por cento", e que 836 não retornaram a Cuba, segundo uma reportagem do site oficial Cubadebate (www.cubadebate.cu).

Cuba possui um serviço de saúde respeitado que proporciona uma renda em dólares importante à economia frágil da ilha, e já enviou mais de 50 mil especialistas de saúde para trabalharem em 67 nações, recebendo uma porção de seus salários.

Havana recebeu os médicos que deixaram o Brasil como heróis em meio a um ressurgimento da direita na região.

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