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Quais são os países que ainda apoiam o governo Maduro após a polêmica eleição para a Constituinte

Enquanto Brasil, EUA, México e UE condenam realização de pleito, governo de Nicolás Maduro conta com respaldo de Rússia, Cuba e Bolívia.

2 ago 2017 - 11h45
(atualizado às 11h52)
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Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro (à esquerda), posa ao lado do chefe de estado cubano, Raúl Castro
Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro (à esquerda), posa ao lado do chefe de estado cubano, Raúl Castro
Foto: BBC News Brasil

A polêmica eleição para uma nova Assembleia Constituinte, realizada no último domingo, e cujo comparecimento ficou abaixo de 50% do eleitorado até nas estatísticas oficiais divulgadas, parece estar deixando a Venezuela ainda mais isolada da comunidade internacional.

Estados Unidos, União Europeia, Brasil, Argentina, México e Colômbia foram algumas das vozes que criticaram o presidente Nicolás Maduro pela realização do pleito que, na prática substitui um Legislativo eleito em dezembro de 2015 com ampla maioria de cadeiras para a oposição.

Essas nações também anunciaram que não vão reconhecer a Assembleia Constituinte. Em sua mais recente nota sobre o assunto, o Itamaraty pediu a suspensão da instalação da entidade, que definiu como "a criação de um poder paralelo". Washington chamou Maduro de "ditador".

Por outro lado, Rússia, Cuba, Bolívia e Equador foram os principais países a manifestar apoio a Maduro.

O governo cubano acusou especificamente os EUA de orquestrar o isolamento internacional da Venezuela.

Nicolás Maduro e Vladimir Putin apertam as mãos
Nicolás Maduro e Vladimir Putin apertam as mãos
Foto: BBC News Brasil

"Cuba denuncia essa operação internacional, dirigida por Washington, destinada a silenciar a voz do povo venezuelano e ignorar sua vontade por meio de ataques e sanções", disse um comunicado da chancelaria da ilha.

Cuba tem sido a principal voz pró-Maduro desde sua eleição, em 2013.

Moscou, por sua vez, criticou os países que "querem ignorar os resultados das eleições". Em um comunicado, o governo russo criticou ainda a oposição venezuelana, argumentando que ela "ignorou os convites para participar do processo e ainda provocou tumulto" - em uma referência aos protestos nas ruas de Caracas e outras grandes cidades do país.

Mas a Rússia utilizou também um tom mais conciliador, pedindo que países considerando sanções contra Caracas deixem de lado "planos destrutivos que podem aguçar a polarização da sociedade venezuelana".

Ja a Bolívia disse torcer para que a Assembleia Constituinte seja um "espaço de diálogo e reconciliação para os venezuelanos". O presidente do país, Evo Morales, foi o primeiro chefe de Estado a defender publicamente o resultado do pleito de domingo.

Evo Morales e Nicolás Maduro
Evo Morales e Nicolás Maduro
Foto: BBC News Brasil

"Não entendo que os governos de Colômbia, México e Panamá, submissos aos EUA, digam não reconhecer os resultados de hoje (domingo) na Venezuela", escreveu Morales em sua conta no Twitter.

"Todos os países temos dignidade e soberania, por isso exigimos respeito. E que não se intrometam ou intervenham na Venezuela", acrescentou o presidente boliviano.

O Equador, em um comunicado bem menos efusivo que o de Morales, expressou "apoio a todo processo de diálogo que busque a paz e a reconciliação" no país vizinho.

O presidente do Equador, Lenin Moreno
O presidente do Equador, Lenin Moreno
Foto: BBC News Brasil

"O Equador mantém uma posição de respeito ao povo venezuelano e seu direito de expressar sua vontade", disse um comunicado da chancelaria do país, que criticou ainda o que o governo vê como ingerências em assuntos internos do país por parte de outras nações.

El Salvador e Nicarágua também manifestaram apoio à Venezuela. O presidente salvadorenho Salvador Sánchez Cerén, felicitou o país pelo seu "extraordinário processo eleitoral".

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